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Banda Sinfónica Portuguesa
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Contrariando alguns rumores que procuraram lançar a suspeita sobre a continuidade da Banda Sinfónica Portuguesa, eis que a mesma dá mostras de inequívoca continuidade e aposta no futuro. Os concertos em agenda dão conta disso mesmo! Para começar o ano em grande, a BSP realizará um Concerto de Ano Novo no Teatro Municipal “RIVOLI” (Porto), assim procurando reeditar a brilhante presença em idêntico concerto há 1 ano atrás. A expectativa é maior do que nunca e o facto de a lotação do RIVOLI se encontrar esgotada desde o início da tarde de hoje é prova mais do que esclarecedora. O concerto terá lugar no próximo dia 1 (Domingo) pelas 18h00, e a BSP, sob a direcção do maestro Francisco Ferreira, e tendo como solista no clarinete João Pedro Santos, irá apresentar o seguinte programa: Parte I Toccata e Fuga em Ré m - J. S. Bach Sinfonia n.º 5 – Finale - D. ShostakovitchCármen Variações para Clarinete - G. Bizet España - E. Chabrier Parte II Abertura para o Gil - J. Salgueiro Armenian Dances - A. Reed Mar i Bel - F. Ferran Danse Diabolique - J. Hellmesberger Dança Eslava n.º 7 - A. Dvorack Radetzky March - J. Strauss Francisco Ferreira - Maestro Nasceu em França em 1969 e começou a estudar acordeão aos seis anos. Aos oito anos, ingressou no Conservatório de Música de Limoges onde iniciou estudos em Saxofone, com o Prof. René Decouais. Em 1983, obteve o Certificat de Fin d´Études na classe de Formação Musical da Profª. Marie Desfrançois. Nesse mesmo ano, obteve o “Premier Prix” do Concurso U.N.A.F. (União Nacional dos Acordeonistas de França), na categoria “Excellence” (Ville de Saint-Junien). A partir de 1986 prosseguiu os estudos no Conservatório de Música do Porto onde, dois anos mais tarde, concluiu o Curso de Saxofone com a classificação máxima, na classe do Prof. Costa Santos. Em 1992, concluiu o Curso Superior de Saxofone no Conservatório de Música de Limoges, na classe do seu primeiro professor. Em 2001, concluiu a licenciatura em Saxofone, com a média final de 19 valores, na Escola Superior de Música de Lisboa. Em 1993, integrado no duo Saxofone e Piano com a pianista Manuela Araújo, participou no concurso «Ouvir e Falar», do Maestro António Victorino d’Almeida, apresentado pela RTP, ficando classificado em 1º lugar e premiado com uma digressão e recital na Áustria. Actuou inúmeras vezes na RTP e na RDP, para além de se ter apresentado, como solista ou integrado em grupos de música de câmara, em concertos de norte a sul do país, Açores e Madeira, bem como no estrangeiro (França, Irlanda, Áustria, Espanha, Bélgica, Holanda e Macau), nas mais importantes salas e festivais de música. Tocou a solo com a extinta Orquestra Sinfónica do Porto, com a Orquestra Clássica do Porto e com a Orquestra Clássica da Madeira sob a regência, respectivamente, dos Maestros Gunther Arglebe, Meir Minsky e Rui Massena. Colaborou, sob a direcção do Maestro Álvaro Salazar, com a Oficina Musical nos Encontros de Música Contemporânea organizados pela Fundação Calouste Gulbenkian. Foi bolseiro desta mesma Fundação, do Instituto Camões, premiado pela Fundação Eng.º. António de Almeida e vencedor do 1º Prémio “Concurso Manuel Ivo Cruz”. Em 1996, a convite de António Victorino d’Almeida, participou com a Orquestra Gaudeamus na gravação doCD “A União Europeia canta os seus grandes Poetas”, realizando posteriormente diversos concertos em Portugal e no estrangeiro. Em 1997, no XI Congresso Mundial de Saxofone realizado em Valência, Espanha, interpreta exclusivamente obras de compositores portugueses. Frequentou já vários estágios e masterclasses de Saxofone tanto no país como no estrangeiro, tendo trabalhado, entre outros, com os professores Jean-Yves Fourmeau, Daniel Deffayet (ex-prof. honorário do Conservatório Superior de Paris) e Claude Delangle (actual Prof. do Conservatório Sup. de Paris) e Vincent David. Desde 1990, tem sido o principal responsável pela organização e orientação de masterclasses de Saxofone na zona norte do país com a presença de alguns dos melhores pedagogos. É monitor do INATEL desde 1998, trabalhando na formação de regentes de bandas filarmónicas, na área do saxofone e ainda como Maestro. Trabalhou Direcção de Orquestra com Robert Houlhian, Marc Tadue e foi Maestro-Assistente de Jan Cober com quem trabalhou na Orquestra d’ Harmonie da União Europeia, tendo dirigido esta mesma formação em Abril de 2000, aquando da sua tournée de concertos em Portugal. Em 2005, frequentou o Instituo Superior Europeu Bandístico, em Trento, Itália, nas classes de Jan Cober (Direcção), Félix Hauswirth (Repertório e História da Música) e Carlo Pirola (Composição, Harmonia e Instrumentação). Exerceu de 1998 a 2001 o cargo de Director Pedagógico da Academia de Música de Paços de Brandão, Santa Maria da Feira. É actualmente professor de Saxofone no Conservatório de Música do Porto (desde 1988) e na Escola Profissional de Música de Espinho. Exerce ainda funções de Director e Professor na Academia de Música de Costa Cabral - Porto e é membro fundador do Quarteto de Saxofones do Porto e da Banda Sinfónica Portuguesa. Estuda actualmente Direcção de Orquestra (Mestrado) com o Maestro Jan Cober no Royal Dutch Conservatory of Maastricht – Holanda. Paralelamente à sua carreira artística, licenciou-se em Direito na Universidade Católica Portuguesa. João Pedro Santos – Clarinete Nasceu a 25 de Outubro de 1984 em Torres Novas (São Pedro). Em 1996 iniciou os seus estudos musicais no Conservatório Choral Phidellios em Torres Novas. Três anos mais tarde ingressou na Escola Profissional de Artes da Beira Interior, frequentando a classe de clarinete do professor Luís Gomes. Nesta escola fez parte das Orquestras de Sopros e Sinfónica da E.P.A.B.I. (com a qual participou na gravação do “Requiem de Mozart” e acompanhou a pianista Maria João Pires). Participou em vários estágios de orquestras de jovens, tais como a Orquestra Nacional de Sopros dos Templários, Orquestra APROARTE (2000-2002); Orquestra Portuguesa das Escolas de Música 2002, Estágio de Interpretação “Nova Música” 2001 (participando na estreia de obras de diversos compositores portugueses) e ainda no “European Youth Wind Orchestra 2002” em Trento (Itália), sendo convidado a participar nos anos seguintes. Participou em 2005, a convite do maestro Yuri Nasushkin no “Encuentro de Jóvenes Intérpretes”, em Oviedo (Festival de Música das Astúrias). Frequentou masterclasses com alguns professores conceituados tais como: António Saiote, Michel Arrignhon, Paul Meyer, Hakan Rosengren, Alain Damiens, Etienne Lamaison, Walter Boeykens, Antony Pay, Philippe Cuper. Trabalhou com diversos maestros, nomeadamente António Saiote, Breat Furrer, Ian Cobert, Oliver Diaz Suarez, Francisco Ferreira, António Costa, Kevin Wauldron, Vasco Pierce Azevedo e Ernest Schell. É membro fundador do Quarteto Invictus (quarteto de clarinetes), membro da Orquestra Invicta “All Stars” (orquestra de clarinetes) e da Banda Sinfónica Portuguesa. Foi finalista do concurso internacional Montroy (Valência 2003); finalista no concurso internacional ICA 2004 (Washington DC); semifinalista do concurso Internacional “Ciudad de Dos Hermanos” (Sevilha 2004). No mesmo ano foi premiado no concurso Helena Sá e Costa. Actualmente frequenta o último ano (licenciatura) do curso de instrumento (clarinete), na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo do IPP, na classe do professor António Saiote. O Universo Instrumental da Banda Sinfónica O conceito e trabalho musical das bandas sinfónicas esteve desde sempre intimamente ligado ao trabalho de outro tipo de formação, as orquestras sinfónicas. No final do século XIX e início do século XX, essas imponentes formações instrumentais de sopros e percussão elevavam a já tradicional banda de música ao "status" de uma orquestra sinfónica, principalmente no que se referia ao repertório. Os arranjos e transcrições de aberturas de óperas, operetas, movimentos de sinfonias, poemas sinfónicos e as célebres valsas vienenses constituíram-se como ingredientes responsáveis pela popularização da música sinfónica, quando, de uma maneira mais ágil, promoviam o acesso do grande público à chamada música de concerto, através de apresentações em parques e outros espaços, fora da ostentação dos grandes teatros da época. Por outro lado, a excelência de muitos desses agrupamentos levava-os à cena principal nas grandes salas de concerto, despertando assim o interesse de muitos compositores para uma nova possibilidade de expressão musical que surgia, trazendo consigo uma flexibilidade que até então a já consolidada orquestra sinfónica não permitia. Inspiradas nas grandes formações orquestrais e por força do repertório (baseado unicamente em transcrições), as primeiras bandas sinfónicas eram bem maiores que os conjuntos modernos, já que partiam do princípio da substituição dos naipes de cordas por instrumentos de sopro. Algumas formações utilizavam entre 24 e 32 clarinetes e, em muitos casos, seguindo a tradição espanhola, mantinham-se os naipes completos de violoncelos e contrabaixos, tais como na orquestra. O desenvolvimento das bandas sinfónicas e a sua crescente importância na cultura musical universal motivaram célebres compositores - como Hector Berlioz (Sinfonia Fúnebre e Triunfal), Gustav Holst (1ª e 2ª Suites e Hammersmith), Arnold Schoenberg (Tema e Variações, opus 43 a), Paul Hindemith (Sinfonia em Si Bemol e Konzertmuzik) e Heitor Villa-Lobos (Fantasia em Três Movimentos em forma de Coros e Concerto Grosso) – para a criação das mais significativas obras de repertório original para este tipo de formação, impulsionando assim a produção de uma literatura específica que não pára de crescer. Já no século passado, com o desenvolvimento de uma escrita mais transparente e sofisticação do repertório, consolidaram-se as formações mais compactas, redefinindo o critério de dobramento de vozes e imprimindo uma maior diversidade à sua constituição instrumental. A esse novo olhar deu-se o nome de "wind-ensemble" - Orquestra de Sopros. Este género de formação baseou-se, inicialmente, naquilo que havia de mais significativo no repertório para sopros: as célebres serenatas e divertimentos de Mozart, serenatas para sopros de Strauss, sinfonias e concertos para vários instrumentos solistas e conjuntos de sopro de Stravinsky, criando em seguida releituras de obras de compositores famosos da música para banda, como John Philip de Sousa e Henry Fillmore, passando por Charles Ives, Russell Bennett, Clifton Williams, Vincent Persichetti entre outros. Modernamente, encontramos uma grande implantação deste tipo de formação em países como os E.U.A., Japão, Coreia do Sul, Austrália, Espanha, Holanda, Itália, Bélgica, entre muitos outros. A Banda Sinfónica Portuguesa Sedeada no Porto, a Banda Sinfónica Portuguesa é um projecto musical multifacetado, em fase de afirmação nacional, que foi criado em Novembro de 2004 por um grupo de cerca de 70 jovens instrumentistas de sopro e percussão, na sua maioria licenciados ou em vias de obterem o grau de licenciatura na performance instrumental ao mais alto nível. Esta formação conta ainda com a integração dos naipes de violoncelos e contrabaixos. A Banda Sinfónica Portuguesa teve o seu concerto de apresentação no dia 1 Janeiro de 2005 no Grande Auditório do Rivoli Teatro Municipal, onde também gravou o seu primeiro CD. A divulgação e expansão do projecto tem merecido um importante apoio da Culturporto, entre outros organismos e entidades. A Banda Sinfónica Portuguesa pretende futuramente, aproveitando a tradição enraizada das bandas filarmónicas, evoluir para um processo de profissionalização, pioneiro no país, numa lógica de interacção de espectáculos extremamente diversificados, apresentando-se em espaços ao ar livre, auditórios ou salas de concertos. Outros objectivos passam pela área pedagógica, com a realização de masterclasses com professores de reconhecido mérito artístico. Nesta vertente, destacam-se já as I Jornadas de Saxofone Porto 2005, com a colaboração do conceituado saxofonista francês Vincent David, e ainda uma masterclass com o Prof. António Saiote. A realização de concertos convidando solistas e maestros, a encomenda de obras a compositores e a participação em concursos internacionais de Orquestras serão outros dos objectivos a que a Banda Sinfónica Portuguesa se propõe. A Banda Sinfónica Portuguesa tem vindo a estabelecer inúmeros contactos com instituições de índole cultural e social, grupos empresariais e financeiros, autarquias, Governo Civil, etc. com vista à criação de parcerias e protocolos de implementação do seu projecto. De momento, a Banda Sinfónica Portuguesa desenvolveu em 2005 um conjunto de concertos temáticos sob a iniciativa da Câmara Municipal do Porto, esperando, desde já, encontrar o seu espaço na vida cultural da cidade do Porto, com ramificações posteriormente para todo o território nacional e internacional. Em Maio de 2005, a Banda Sinfónica Portuguesa apresentou-se com enorme sucesso no prestigiado XII Certame Internacional de Bandas Civis e Militares de Boqueixón, Galiza. A Banda Sinfónica Portuguesa é uma Associação cultural sem fins lucrativos, apoiada pela Academia de Música de Costa Cabral, no Porto. A direcção artística está a cargo do Maestro Francisco Ferreira.