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Banda Sinfónica Portuguesa esgota Casa da Música
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"A BANDA SINFÓNICA PORTUGUESA é uma das melhores bandas do mundo" Será que o grande Eugene Corporon, em Novembro de 2010, quando fez esta declaração, pretendeu dizer que a BSP é uma instituição, como por exemplo a Banda da Guarda de Paris, apoiada pelo Estado em milhões de euros por ano, que tem como objectivo realizar meia dúzia de concertos de alto nível e que a isso e muito mais é obrigada?! Não. O maestro Corporon ficou surpreendido por saber que a Banda Sinfónica Portuguesa, com um nível de fazer inveja às melhores do mundo, recebe por ano, por candidatura aos apoios do Ministério da Cultura, pouco mais que uma migalha orçamental. Sim, comparado com o custo de algumas instituições que produzem música, quer estrangeiras quer nacionais, o que custa ao erário público é residualíssimo. E se estabelecermos comparações do tipo custos/proveitos então aí "cai o carmo e a trindade". Ontem, dia 6 de Junho, na Casa da Música, para um auditório superlotado (muitos dias antes, mais uma vez) a Banda Sinfónica Portuguesa, sob a direcção do maestro titular Francisco Ferreira, provou de novo, com apenas 6 anos de vida, que tem um projecto cultural no âmbito da música de altíssima qualidade, incomparável no panorama nacional. Para este concerto foi seleccionado um programa de elevado rigor técnico e interpretativo, de grande dificuldade, que a BSP executou com o primor que sempre nos habituou. Tampouco foi esquecida a musica portuguesa o que para nós é sinónimo de nobreza. Quando existe um projecto com este significado artístico, que mais e melhores provas serão necessárias apresentar perante quem governa a cultura, para que seja considerado de interesse público elevado e se lhe confira, pelo menos, o estatuto de semi-profissional? Quando será que os governantes, que em tempo de crise apontam cortes para tudo, que dizem querer rentabilizar tudo o que custa dinheiro ao povo, apoiam verdadeiramente quem produz? Existem Bandas profissionais em todo a Europa, em todas as regiões, disponíveis para disseminar a cultura musical pelos países, constituindo igualmente oportunidades profissionais para os jovens, os que mais precisam. Em Portugal, o pequeno país da Europa, com mais de 800 Bandas Filarmónicas, também tem algumas bandas profissionais. As militares. Concentradas em Lisboa. O resto é paisagem... mas tudo tem seu tempo. Mário Cardoso