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Banda Sinfónica Portuguesa na “Casa da Música”
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Neste concerto dominical na Casa da Música, sob a direcção do seu maestro titular, Francisco Ferreira , a BSP elevou de novo, bem alto, pergaminhos que a caracterizam: Qualidade, inovação, oportunidade aos jovens de se apresentarem num grupo que os prestigia ao mais alto nível. Desta vez não faltou a música portuguesa, (O “Caminho para a Índia) cujo autor, o jovem compositor Samuel Pascoal, músico da Banda da Armada, presente no auditório, foi justamente honrado pelo maestro que o fez subir ao palco para receber os aplausos do público. Do concerto destacam-se todas as obras, todas de excelente qualidade, não obstante a obra de Respighi "Belkis, Regina di Saba" ser um pouco extensa e algo difícil de "digerir" para o público em geral, apesar dos quatro quadros diferentes. Não lhe retira contudo a grande qualidade. Compreende-se o alinhamento do programa e compreende-se a sua inserção. Arrebatadora foi a participação do solista Jorge Almeida no concertino de Gillingham, onde brilhou em três instrumentos, (Trompete em Dó, Piccolo e Fliscorne), de difícil execução. Outro momento inovador e interessante foi a intervenção dos trompetistas "fora de cena", visíveis e invisíveis, na obra de Wagner. Surpreendido o público olhava para todos os lados tentando perceber de onde vinha a sussurante resposta aos trompetes que estavam á vista embora num plano diferente do da Banda. “La virgem de la macarena”, como "encore" pelo super Jorge Almeida, para terminar, de memória, fez levantar o auditório que não parava de aplaudir. Destaca-se ainda a breve intervenção do Maestro Francisco Ferreira, que agradeceu á Casa da Musica o convite e a confiança que lhe foi depositada e referiu que os jovens que fazem parte da BSP são músicos de elevada qualidade, com formação superior ou em vias de a terminar e que merecem a atenção de quem de direito a fim de lhes serem proporcionadas oportunidades de carreira, para que cada vez mais jovens sejam incentivados a dedicar-se à arte e não o contrário. Desejou também, o maestro, uma páscoa feliz a todo o auditório. Foi um grande concerto, um grande momento musical. No público, e ainda bem, não faltaram também estrelas do nosso meio musical, quer da área das Filarmónicas quer do ensino superior. A BSP é, a cada concerto que passa, uma novidade, uma surpresa. É um excelente grupo artístico que merece, como mereceu por parte da Casa da Música ou de Pedro Burmester, a atenção dos responsáveis pela cultura artística do nosso país.