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Concerto da FAP na casa da Musica
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Sob a direcção de Élio Murcho a Banda da FAP realizou no passado domingo, na CM, um concerto à altura dos pergaminhos que se reconhecem nessa emblemática Banda. O programa foi simplesmente excelente. Não o digo para ser simpático porque sendo esta banda profissional tem a obrigação de o saber seleccionar, de acordo com o local onde vão actuar e o público para quem o vão fazer. Mas a Banda foi sapiente em trazer-nos tão criteriosa selecção. O Concert Prelude, de Philip Sparke, na abertura é adequadíssimo. É abrir um programa com pompa e circunstância. E a Banda soube fazê-lo! A Sinfonia Nº 2 , de J. B. Chance é algo deslumbrante. Uma obra de excelência. E a Banda realizou-a com esmero, com primor, com grande arte. Independetemente dos incidentes de circunstância que na música ao vivo acontecem a todos, foi emocionante assistir a esta realização pela Banda da Força Aérea. Adorei ouvir esta obra. Big Bang, de Rui Silva - elemento da própria Banda FAP, que virá a ser uma autêntica "bomba" se continuar a apresentar trabalhos desta natureza - foi uma novidade! Uma verdadeira surpresa. Uma obra recheada de efeitos que mantém o público expectante do princípio ao fim. Parabéns Rui Silva. Espero bem, à semelhança do que na marinha aconteceu com Jorge Salgueiro, que a FAP te proporcione condições para continuares a desenvolver a tua criatividade. Trarás seguramente mais-valia para a instituição e para a musica portuguesa. Todos te agradecemos. Charles Chaplin - Arr. M. Peeters - uma obra emocionante... sempre agradável de escutar. Uma obra que me faz reviver momentos da infância em que me divertia imenso a ver os filmes de Chaplin... Nas obras West Side Story - Leonard Bernstein / Arr. Naohiro Iwai e El Cumbanchero - R. Hernandez / Arr. Naohiro Iwai a Banda FAP fez autêntico furor. Em musica de cariz ligeiro a FAP supera sempre as expectativa. É a MAIOR! O auditório vibra. Qualquer semelhança, no nosso panorama.... é pura ficção - no meu ponto de vista, claro. Recordo os anos 80, em que nos concertos também dominicais do Teatro da Trindade em Lisboa, a FAP esgotava a lotação, logo na quinta-feira na abertura da bilheteira. Toda a juventude ansiava pelas novidades que a Banda apresentava e pela forma como as executava. Toda a juventude queria fazer parte da Banda da Aviação... Para terminar este "bolo" faltava apenas a "cereja "... e mais não fez a Banda FAP que a trazer de bandeja: Rui Veloso. Uma volta pela musica do cantor do norte com a "Invicta Fantasia", arr. de Afonso Alves como "encore". É claro que o auditório aplaudiu de pé e durante vários minutos. Foi de novo emocionante. Foi um concerto e um programa verdadeiramente excepcional. Foi um grato prazer, um privilégio assistir a este concerto. Muito obrigado FAP e parabéns a todos os músicos. Muito obrigado Casa da Música por se lembrar que existem Bandas de Música em Portugal. Espero que a breve prazo, a Banda FAP, nos possa brindar da mesma forma no EUROPARQUE Mário Cardoso