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Concerto de Páscoa de grande qualidade em Oiã
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Como tem sido hábito, a Banda Marcial de Fermentelos voltou a realizar o seu Concerto de Páscoa, no Domingo de Ramos.
Desta vez o evento teve lugar no magnífico auditório da vizinha vila de Oiã que, com entrada livre, esteve praticamente repleto, com destaque para a presença de um grande número de fermentelenses.
Na sua actuação, a Marcial apresentou um repertório de grande qualidade, tendo iniciado a sua actuação com a interpretação da obra ‘The Sun Will Rise Again’.Trata-se de um tributo do compositor inglês Philip Sparke ao Japão, que compôs esta obra em homenagem a todos quantos perderam a vida em consequência do devastador tsunami que assolou o país do sol nascente em 11 de Março de 2011, sendo que os lucros provenientes da compra desta peça se destinam a ajudar o povo nipónico através da Cruz Vermelha Japonesa.
Logo depois ouviu-se ‘The Rise–2351’, uma obra através da qual o seu compositor, o açoriano e picoense Helder Bettencourt, procura descrever, não só uma escalada ao cume da Ilha do Pico que se eleva a 2351 metros acima do nível do mar, sendo o mais alto de Portugal, mas também a grandiosidade e beleza dessa montanha, e a dificuldade da sua subida, com um final apoteótico, cheio de conquista e pleno de êxtase.
Porque a gratidão é uma forma singular de reconhecimento e porque o reconhecimento é uma forma sincera de gratidão, a interpretação desta obra foi dedicada à Freguesia de Oiã, de onde é natural ou residente, um grande número de elementos não só da própria banda, mas também da Banda Juvenil e da Escola de Música da instituição. Na apresentação do espectáculo foi recordado que também é da freguesia de Oiã, mais concretamente do lugar de Perrães, o saxofonista Ricardo Pires que nasceu para a música na Banda Marcial de Fermentelos, e que em 2009 obteve, a nível nacional, o 1º lugar no “Prémio Jovens Músicos” na secção de solistas.
De seguida foi interpretada a obra ‘Danzas del Infierno’, uma obra do compositor belga Bart Piqueur, que conta a história imaginária de dois criminosos e pecadores cujas almas ardem no tenebroso reino do Inferno, enquanto dançam freneticamente tangos e valsas com a demoníaca Lucifrina. A interpretação desta obra foi dedicada ao Município de Oliveira do Bairro, que Marcial felicitou pela recentíssima inauguração do ‘Quartel das Artes’, um espaço cultural que reúne todas as condições para ser considerado uma referência de nível nacional.
Depois disso, a Banda Velha deu sequência à sua actuação com a interpretação de ’Arco Íris’, uma fantasia popular cujo original para banda foi concebido pelo talentoso compositor Duarte Ferreira Pestana, um músico militar de elevada craveira, que também actuou com as melhores orquestras do país e que deixou um enorme legado ao património filarmónico nacional.
Para encerrar o registo da sua presença no magnífico Auditório de Oiã, e dedicada a todo o público presente, a Banda Marcial de Fermentelos interpretou o pasodoble ’Andrés Contrabandista’, do compositor espanhol Óscar Navarro, que foi dedicado a todos os oianenses, e à sua capacidade de mobilização para as várias áreas de intervenção cívica.
No final, e perante uma plateia visivelmente agradada com o espectáculo, Victor Oliveira, presidente da Junta de Freguesia de Oiã, agradeceu à Marcial pela realização do concerto em Oiã, tendo Jorge Mendonça, presidente da direcção da Banda Velha, referido o privilégio e a honra da Banda Velha por ser a primeira banda filarmónica a actuar no Auditório da Vila de Oiã. Seguiu-se um momento protocolar de troca de lembranças.