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Eis o Júri do 3º Concurso Ateneu Vilafranquense!
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Délio Gonçalves Presidente do Júri Director Artístico Nasceu em Azambuja, onde iniciou os seus estudos musicais primeiro em Clarinete com o Maestro João Teófilo, e mais tarde em Fagote com o Professor Carolino Carreira. Em 1990, fez o Curso de Técnicas Orquestrais para Instrumentistas de Sopro em Fagote, na Universidade Menendéz Pelayo com bolsa de estudo da própria Universidade, que viria a revelar-se fulcral na sua opção e decisão de abraçar a carreira artística. Em 1991, após concurso nacional, ingressa na Banda da Armada Portuguesa onde desempenhou as funções de 1º Fagote Solista. Em 1992, ingressa na Escola Profissional de Música de Almada, onde continuou e finalizou os seus estudos em Fagote com o professor Carolino Carreira. Como jovem musico, colaborou com as Orquestras de Jovens do País, e profissionalmente com uma actividade intensa, trabalhou com os mais variados agrupamentos e Orquestras do nosso País, recitou a solo, e fez concertos com imensos e diversificados agrupamentos de música de câmara. Em 2001, terminou os seus estudos em Direcção de Banda, Fanfarra e Brass Band, no Royal Music Conservatorium de Maastricht na Holanda, onde estudou com o Professor Jo Conjaerts. Actualmente a sua actividade está centrada na direcção, trabalhando não só com músicos e agrupamentos profissionais, mas também no meio amador onde desenvolve uma actividade intensa, não só na direcção mas também leccionando em Estágios e Workshops de música, e colaborando com os mais diversificados acontecimentos musicais, tanto em Portugal como no estrangeiro. É Maestro e professor na Escola de Música do Conservatório Nacional e professor de Direcção no Instituto Piaget no Curso Mestrado em Direcção de Banda. É mentor e organizador de alguns eventos musicais importantes no nosso pais, e que dos quais se destaca o Concurso Internacional de Bandas Amadoras "Ateneu Artístico Vilafranquense". Actualmente com o posto de 1º Tenente, Délio Gonçalves exerce as funções de Maestro Subchefe da Banda da Armada Portuguesa. Jo Conjaerts Director Artístico NOTAS AO CONCURSO - Importância do Concurso: É a terceira vez que estou presente neste concurso. Em todas as edições fui surpreendido, porém há que dizer que nesta o nível foi bem mais alto. Cada concurso é mais, mais, mais.. Sempre a subir, a melhorar. Este concurso tem realmente um papel formidável na instrução musical dos músicos das bandas. É uma experiência fantástica! - Opinião sobre as Bandas Portuguesas: Passo-a-passo vamos subindo. Temos ouvido muito bons músicos nas bandas e em todas as categorias. Temos que admitir que normalmente na 3ª categoria o nível era ligeiramente mais baixo, a nível de técnica, entoação. Porém, a união das bandas, a seriedade do trabalho dos músicos, ultrapassa tudo e demonstra que é precisamente esta força de trabalho em equipa que permite a progressão de uma banda. O que também é interessante em Portugal é as bandas tocarem obras originais para bandas de todas as partes do mundo, tudo com um estilo próprio e fantástico. Além disso, em Portugal continua a existir a tradição das bandas, e isto está muito bem, por exemplo com os pasodobles. Precisamos desta tradição. É parte da vida das bandas. - Nota final: Os meus agradecimentos à organização. Foi tudo perfeito. A qualidade e quantidade do público presente foi muito boa, muito mais que há 2 anos. Sem dúvida, as bandas não podem perder esta oportunidade de participar, devem fazer os possíveis para vir. Aqui irão aprender através da audição dos outros e irão entrar numa realidade que não conhecem. Estou muito contente. Foi formidável. CURRICULUM VITAE Jo Conjaerts nasceu a 12 de Dezembro de 1941 em Heerlen, na Holanda. Iniciou os seus estudos musicais em Trombone, Trompa e Percussão, na Royal Dutch Conservatory of Maastricht. Foi músico da Royal Military Air Force Band of Holland, e após deixar a banda, terminou a Licenciatura em Metodologia, e Pedagogia Musical no Royal Dutch Conservatory of Maastricht. Depois de ter terminado a sua Licenciatura em Direcção, tem trabalhado com vários géneros de “ensembles” de sopros, assim como várias bandas amadoras e simultaneamente dedicou-se ao ensino da música em todos os graus de ensino. Desde 1980, é professor de Direcção no Royal Dutch Conservatory of Maastrich. O seu prestigiado trabalho é reconhecido Internacionalmente (Holanda, Bélgica, Itália, França, Alemanha, Luxemburgo, Áustria, Republica Checa, etc) onde foi muitas vezes convidado a efectuar seminários de direcção a jovens músicos e a jovens directores de orquestra, assim como júri das maiores competições musicais no seu país e também competições internacionais (Itália, Áustria, Polónia, Letónia, Dinamarca, Suiça, Alemanha, Republica Checa, etc). Jo Conjaerts é o organizador e director musical e artístico do Internacionale Musiktage Vocklabruck na Áustria. É membro júri da Soloist Competition Euritmia em Povoletto, da Competição Internacional de Composição de Corciano, e juiz da Competição de Música International Music Competition Flicorno Doro, em Riva del Garda, na Itália. Na Holanda, pertence também ao National Comité of Judges para Marcha, Espectáculo e Concerto. Entre 1978 e 1993, foi membro da World Competition of Kerkrade, (WMC Kerkrade). É autor de vários métodos percussionistas e de direcção. Jo Conjaerts, é conselheiro técnico da Dutch Music Federation e da International Confederation Music Society. Chiara Vidoni NOTAS AO CONCURSO - Importância do Concurso: Estou muito feliz pelo concurso. O trabalho que o Delio está desenvolver é muito bom para o mundo das bandas. É de aproveitar ao máximo! As Bandas devem dar o seu melhor, aproveitarem e gostarem do que fazem. Portanto, o concurso não deve ser um objectivo para a banda. Deve ser um momento no seu desenvolvimento. É um momento que desafiamo-nos a nós próprios com os outros e principalmente a ouvir os outros. Aprendemos muito. Não podemos dizer que quando ganhamos um concurso, por exemplo, que atingimos o topo. Não, podemos atingir objectivos, mas há sempre algo a melhorar e a limar. - Opinião sobre as Bandas Portuguesas: Em termos das bandas, devo dizer que o nível está a subir cada vez mais, mesmo a nível da escolha das obras para banda. Este edição teve umas obras mais diferentes do que há 4 anos atrás, mais complexas e com um nível em diferente patamar. Hoje em dia, algumas bandas começam a entender que ir a um concurso não com o objectivo de se tornarem profissionais, mas apenas para fazer um “confronto saudável” com os trabalhos das outras bandas. É saudável esta comparação, é aqui que as bandas conseguem estabelecer pontos que devem melhorar. - Nota final: Espero que mais e mais bandas participem neste concurso. Aqui terão a oportunidade de trocar ideias com os outros, somente com um contacto com outros dará boas ideias e outros caminhos a seguir. Relativamente à organização, acompanhei as 3 edições do concurso e vejo que continua a ser muito bem organizada, atenta a todos os pormenores. Dou-lhes os meus cumprimentos e felicitações! CURRICULUM VITAE Chiara Vidoni iniciou os seus estudos musicais em 1983 na Escola de Musica da Musical Cultural Association “Euritmia” de Povoletto (Udine, Itália), onde estudou clarinete com o prof. Brusini. Franco Brusini, fez todos os exames no Conservatório local como aluno externo. Em 1994 Chiara iniciou a sua participação nos primeiros seminários de direcção do prof. Jo Conjaerts. Em Julho de 2000 ela licenciou-se em Literatura Moderna com especialização em História da Música, com uma dissertação intitulada “Wind bands in Western Europe: evolution of the instrumentation after the II World War”. Em Julho de 2001 licenciou-se em clarinete no conservatório “G. Tartini” de Trieste na Itália. Em Setembro de 2000 ingressou na Hogeschool fur Muziek of Maastricht (Holanda), onde estudou durante três anos licenciando-se em Março de 2003 em Direcção de Orquestra de Sopros e Instrumentação com o prof. Jo Conjaerts. Em Julho de 2005 participou no 10º Concurso de Direcção no World Music Contest em Kerkrade (Holanda), onde se classificou em quarto lugar atingindo a meia final da competição. No final de Julho de 2005 ganhou uma bolsa de estudo atribuída pela WASBE pela condução de seminários nos E.U.A. na Universidade de Michigan, onde estudou com o prof. Michael Haitcock e o prof. Steven Davis. Presentemente dirige a Orquestra de Sopros da Sociedade Filarmónica “Prime Lus” de Bertiolo (UD) e é directora musical e artística da Nacional Wind Band Competition of Friuli Venezia Giulia, organizada pela mesma Associação. Ensina clarinete e História da Música em algumas escolas de província. Ensina Italiano e Literatura Latina no Teh Twon Gymnasium em Udine. Karl Holzner NOTAS AO CONCURSO - Importância do Concurso: Fiquei bastante surpreso com o nível e a qualidade do concurso. Há dois anos atrás, o nível não era tão elevado. Foi uma surpresa. - Opinião sobre as Bandas Portuguesas: Não conheço muito bem a realidade bandistica de Portugal. Porém, houve 2 aspectos que me surpreenderam: ver tantos jovens nas bandas e o facto de as bandas tocarem tão bem à meia-noite ou à uma da manhã. Na Alemanha e na Áustria, não é habitual haver concertos até tão tarde. - Nota final: Deve-se reconhecer o valor deste concurso e apoia-lo ao máximo, para que a boa música e especialmente o concurso possa crescer e atrair mais pessoas quer de Portugal, quer do estrangeiro, tornando-o num concurso internacional. CURRICULUM VITAE O Director Consultivo Karl Holzner nasceu a 18 de Setembro de 1948 em Haidershofen na Áustria. Iniciou os seus estudos musicais com violino quando tinha apenas dez anos de idade. Depois, mudou de instrumento dando início aos seus estudos em clarinete na Landesmusikschule, em Steyr. Concluídos os seus estudos ingressou na Gardemusik (banda militar) em Viena, onde foi primeiro clarinete. De 1970 a 1978 foi solista em clarinete e segundo maestro na Gendarmeriemusik. Em 1977 conclui a Licenciatura em clarinete no Bruckner Conservatorium (Universidade privada) em Linz e, em 1978, foi nomeado director de escolas de música, dirigindo cinco escolas de música, na província de Niederösterreich. Tem sido convidado, também, a dirigir orquestras na Alemanha e Holanda. Foi júri em competições na Áustria, Alemanha, Itália, Bélgica e Holanda. Presentemente é director de escolas de música, maestro na musikkappelle de Garsten e maestro da banda da empresa “Steyrwerke”. Norbert Nozy NOTAS AO CONCURSO - Importância do Concurso: É um óptimo trabalho que do Délio desenvolve à promoção das bandas. Muitas pessoas em Portugal, Espanha, Bélgica ou França não sabem o verdadeiro valor das bandas. Há muitos bons músicos, muitas boas obras, repertórios diferentes e interessantes. Portanto, a promoção das bandas através dos festivais e concursos é muito importante, especialmente para os mais jovens músicos que podem sentir-se atraídos por esta arte e dizer: “Eu quero fazer isto!”. - Opinião sobre as Bandas Portuguesas: É a primeira vez que estou em Portugal e portanto não posso estabelecer nenhuma comparação com os anos anteriores. No entanto, comparando com a realidade das bandas na Bélgica ou na Holanda, devo dizer que o nível das Bandas em Portugal é muito alto. Em todas as categorias, ouvi muito muito boas bandas, ou seja, mesmo as bandas mais pequenas têm boa qualidade. Logo, pode-se tocar boa música, boas obras, com qualquer número de músicos. - Nota final: Apenas posso dar os parabéns ao Délio pelo seu trabalho, pelo apoio que dá às bandas. Está a fazer um óptimo trabalho de promoção da música das bandas de Portugal. E espero, sinceramente, que se possa continuar com este projecto e que se valorize e apoie devidamente este tipo de iniciativas. CURRICULUM VITAE Norbert Nozy é maestro, professor e saxofonista contemporâneo nascido em Halen (Bélgica) a 9 de Setembro de 1952. Iniciou a sua extensa formação musical por influência do seu pai na banda local. Estudou no Conservatório Real de Bruxelas e no Instituto Lemmens em Leuven. Para além do diploma superior em saxofone ganhou o primeiro prémio em teoria musical, transposição, percussão, música de câmara e harmonia. Estudou direcção com Andre Vandernoot, Ducène Yvon, Gras Leonce e Jean-Sébastien Béreau do Conservatório de Paris e estudou fuga com Victor Lefley. Ao mesmo tempo revelou-se um saxofonista excepcional tendo ganho em 1970 o prémio Pró Civitate, o Concurso Internacional Gaudeamus de Música Contemporânea de Roterdão em 1973 e o Seminário Stravinsky para Jovens Maestros organizado pela Ópera Nacional em 1975. Foi membro do quarteto de saxofones belga Saxophone Ensemble entre 1972 e 1975 e representou a Bélgica em diversas conferências e simpósios internacionais, como por exemplo em Bordéus, Londres, Chicago, Washington, Luxemburgo, Maastricht, Ghent e Bruxelas. No ano lectivo de 1973/1974 leccionou como Professor Visitante na Universidade de North Texas College of Music nos Estados Unidos da América. Em 1975 foi contratado como saxofonista da Groot Harmonieorkest van de Belgische Gidsen. Depois de passar com brilhantismo nos testes para maestro assumiu a liderança da Muziekkapel van het Eerste Belgische Korps em Colónia. A partir de 1 de Fevereiro de 1985 passou a chefiar a Groot Harmonieorkest van de Belgische Gidsen, cargo que ocupou até 2003. Entre 1983 e 1985 foi também maestro da Banda "St. Michael" Thorn em Thorn. Desde 27 de Junho de 2004 é maestro da Koninklijke Harmonie de Thorn, sendo também o principal maestro da Banda Militar "Royal Willem Johan Friso" em Assen. É também professor no Conservatório de Maastricht, no Instituto Lemmens em Leuven, nos seminários Les Rièzes et les Sarts de Cul des Sarts e no Conservatório Real de Bruxelas, onde também dirige a orquestra do conservatório. Tem sido solicitado como júri em diversos concursos nacionais e internacionais como o Wereldmuziekconcours (WMC) em Kerkrade, o Tenuto-concours em Bruxelas e o Festival de Saxofone de Dinant.