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Encerramento do 2º Dia do Ateneu Vilafranquense
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As 12 badaladas acabaram de tocar e a última Banda: Sociedade Filarmónica União Samorense, ainda não regressou do auditório. O concurso ia com cerca de meia hora de atraso, mas nada que influenciasse os movimentos do exterior do auditório. Pela noite, a Banda Alemã continuou a alegrar a exposição com música ligeira em diversos instrumentos. Está imparável esta Banda, é de manhã à noite! Haja alegria nesta grande festa das bandas filarmónicas! A abertura da noite, da Segunda Sessão Concurso de Bandas Ateneu Vilafranquense, esteve a cargo de uma Banda do norte! Eram 21h30 e a Banda de Música de Espinho entra em palco. Sob a direcção do seu Maestro Hélder Tavares, a Banda ofereceu ao público e júri presente um repertório complexo, com um nível artístico complexo. Participam na 1ª Categoria e no Prémio Tauromaquia com as obras: “Poeme du Feu”, de Ida Gotkovsky e “Fina Blasco”, de Rafael Talén (Tauromaquia). Após o concerto, falamos um pouco com o maestro acerca de toda a envolvência da sua participação: Retrospectiva pós concerto As expectativas: O concerto foi além das nossas expectativas. Não posso afirmar que os nossos objectivos foram atingidos porque isso somente depois do resultado do concerto é que poderemos constatar. Hoje, foi sim o culminar de todo o nosso trabalho. Depois disso, é que veremos se correu bem e o que correu menos bem, o que temos que melhorar. Apresentamos um repertório com uma forte densidade musical, um pouco difícil e de um nível mais exigente, à medida que subimos a fasquia temos que ser mais exigentes connosco próprios. O nosso objectivo não é o 1º prémio ou o 2º, mas sim o respeito por cada um. A satisfação de sentir que o nosso dever foi cumprido. Ter consciência que fizemos o nosso melhor, não só para o júri mas para as pessoas que nos estão a ouvir. Tentamos fazer música e não estamos a trabalhar para a pontuação. Temos a consciência disso no nosso dia-a-dia. Dificuldades/Desafios: A sala é estranha para quem chega, mesmo sendo pela segunda vez. Há necessidade de realizar ajustes e procurar o equilíbrio em termos sonoros. Felizmente conseguimos fazer uma boa adaptação logo na 1º obra, mas claro que em todas as obras havia ajustes à última da hora. Na hora, temos que nos adaptar à sala e esta sala não é fácil, mas já sabíamos de antemão. A adaptação à sala foi um desafio. É aqui que vemos a comunicação e união que tem uma banda, para realizar um bom trabalho e adaptar-se convenientemente, tem que haver muita comunicação entre os músicos, maestro, muita cumplicidade. Contudo, adoramos desafios. Tenho demonstrado ao longo dos anos, pelo menos enquanto eu estou presente, que os desafios não são apenas querer fazer mais. É querer sim, mas fazer coisas diferentes. Queremos cada vez mais quebrar a barreira que a banda só serve para um determinado objectivo que ainda hoje existe muito na mentalidade das pessoas: A banda somente serve para tocar nas romarias. As bandas não podem viver só para isso. Temos que mostrar às pessoas que pudemos ir mais além. Não estamos focados num determinado sentido, estamos muito mais abrangentes, e é mostrar essa versatilidade que faz com que as pessoas acreditem que as Bandas Filarmónicas podem não só tocar nos palcos e nas ruas, como também noutros géneros de música e de eventos. Opinião do concurso: Foram muito atenciosos em termos logísticos. O acolhimento foi bastante bom. O único senão, mas isso num concurso é impossível, que é o facto de pudermos tocar na sala da prova de antemão. A sala é estranha e para quem pode vir cá e fazer ensaio de apresentação talvez seja mais fácil. De resto, foi muito bom. Nota Final: Quero dar os parabéns ao concurso, espero que continue, e é pena que só haja um. É algo que se deveria seguir o exemplo. 22:40 – Sob a direcção do Maestro Carlos Gameiro, a Associação Filarmónica e Cultural do Entroncamento concorre na 3ª Categoria do concurso com a obra: “Where the river flows”, de James Swearingen. Aproveitamos para falar com o maestro acerca de alguns pormenores da banda e da sua participação neste concurso: Associação Filarmónica e Cultural do Entroncamento Maestro: Carlos Gameiro Nº de Músicos: 33 Músicos Opinião sobre este concurso: Acho que esta iniciativa é óptima. Aliás, tenho pena que não haja mais concursos deste género em Portugal. A meu ver, dentro destes moldes, é de facto único. Razões e importância da participação: Fazer parte desta festa da música filarmónica e de evoluir a banda através das opiniões e comentários de um júri experiente e de alto nível. Tudo isto é fundamental para o desenvolvimento da música e há que dizer que é através da participação nestes eventos que a motivação cresce junto dos músicos das bandas. Objectivos da participação: Essencialmente é participar. Na realidade, vivemos com um pouco de dificuldades e sabemos que a preparação para este tipo de eventos é difícil e envolve muita coisa. Porém, estamos aqui a participar, sem preocupações quanto à classificação. Apenas temos consciência que demos o nosso melhor e que se houver algo a melhorar, seguramente o júri nos dirá. Perspectiva pós concerto: Correu razoavelmente bem. Houve alguns problemas, mas nada preocupante. O primeiro problema que sentimos imediatamente foi a diferença entre a sala em que estamos habituados a ensaiar e a sala em que actuamos. Os músicos são todos muito novos, sente-se aquele medo e nervosismo. A acústica é diferente, e tudo reunido torna-se difícil de gerir. Houve alguns problemas de ritmos mas correu bem e eles ficaram contentes por terem participado. Nota final: Agradecer a organização o facto de proporcionar-nos este concurso e esperamos ter oportunidade de participar mais vezes. 23:10 – Segue-se a Sociedade Filarmónica Incrível Almadense, acompanhada pelo Maestro David Correia. Concorre na 3ª Categoria, executando a obra “Côte d’Or”, de Ferrer Ferran. Aproveitamos também para falar com o maestro acerca da banda e da sua participação neste concurso: Sociedade Filarmónica Incrível Almadense Maestro: David Correia Nº de músicos : 49 Razões da participação: Acima de tudo motivar a banda, fazê-los desenvolver, amadurecer na música. Objectivos da participação: São sempre os mesmos, se não ficarmos em primeiro que a culpa não seja nossa ou que alguém seja melhor que nós. Vejo que de ano para ano, a banda cada vez melhor e isso é o mais importante, agora os prémios é muito secundário. A banda há 5 anos atrás tinha 15 músicos e hoje temos 49 músicos. São muitos miúdos, muito nervosos. O nervosismo é sempre complicado. O palco, a plateia, as pessoas em silêncio, é diferente de um concerto habitual. Perspectiva pós concerto: Tendo em conta o nervosismo e a sala, não foi uma má participação. Foi a 3ª vez que cá viemos e iremos continuar a concorrer. Nota Final: Quero agradecer aos músicos, aos pais dos músicos que se deslocam constantemente aos locais para os ensaios, aos serviços; aos professores que trabalham comigo, acima de tudo às pessoas que trabalham directamente comigo, um agradecimento enorme porque temos feito ensaios atrás de ensaios e valeu a pena, temos feito um esforço enorme e hoje temos a prova disso. 23:40 – Encerramos o 2º Dia do Concurso de Bandas com a Sociedade Filarmónica União Samorense, que concorre na 3ª Categoria e no Prémio de Tauromaquia. Sob a direcção do Maestro Luís Silva, a Banda executará a obra “Where the river flows”, de James Swearingen. Após a saída da Banda, tivemos alguns minutos com o Maestro para saber como tudo tinha corrido no Auditório. Esta foi a sua 1ª vez num concurso como Maestro: “A nossa prova correu bem, há sempre detalhes de um concerto ao vivo a serem melhorados. Ainda mais sobre pressão. É sempre uma experiência nova, uma responsabilidade diferente mas estou bastante satisfeito. Gostei muito da prestação da banda e aquilo que nos propusemos cumprimos: Apresentar o nosso trabalho tal e qual como temos feito ao longo destes meses de preparação. As expectativas estão cumpridas e tudo o que vier será bem vindo, se vier algum prémio será um estimulo muito maior, mas não viemos para ganhar um prémio, viemos para mostrar um trabalho. Os músicos estão agora com um sentimento de satisfação, precisamente por o fruto do trabalho realizado ter saído bem. Quanto à Organização, sem falhas. Apenas notei uma pequena diferença deste ano para o primeiro ano em que eu participei como musico, foi o atraso. Independentemente disso, a organização está sempre pronta. A recepção, os contactos anteriores aos dias da prova, o acompanhamento, a equipa que nos ajuda na montagem do palco, etc, a organização é simplesmente fantástica. Queria deixar uma chamada de atenção para quem tem possibilidades e competências para apoiar este tipo de iniciativas porque a ideia de que as bandas filarmónicas são apenas para tocar em festas e romarias, está errada! As bandas filarmónicas são dos instrumentos mais poderosos que nós temos em Portugal, vamos utilizá-los!” Assim terminamos mais um dia com 10 Bandas nacionais e internacionais, obras diferentes, momentos diferentes que ninguém pode perder. Amanhã é um dia ainda mais especial e que todos têm de estar atentos, as CLASSIFICAÇÕES. Obviamente que o espírito das Bandas é participar, porém o factor de avaliação está sempre presente e a classificação torna-se também num factor importante da participação. Por isso, meus caros, estejam atentos às novidades, porque amanhã há mais 6 Bandas e o ANUNCIO DAS CLASSIFICAÇÕES FINAIS!! Tic tac.. tic tac.. A curiosidade começa a apertar! Não perca de vista o site bandasfilarmonicas.com! GALERIA DE FOTOS