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ENTREVISTA ao Maestro Edgar Nogueira
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Cinco anos após o início do projeto Edgar Nogueira leva a Banda ao topo! Um feito na história da instituição BANDA DA SOCIEDADE FILARMÓNICA OLHALVENSE!

Maestro Edgar Nogueira, antes de mais parabéns pelo prémio conseguido e obrigado pela disponibilidade para esta entrevista.
Perguntamos a todos os maestros a quem entrevistamos se concordam ou não com a classificação que lhe atribuiram. Apesar de terem sido premiados podem discordar nalgum detalhe. Concorda em absoluto ou quer referir algo?
Concordar, ou não, é uma questão á qual tenho dificuldade em responder, sei que a nossa actuação nos correu muito bem, e que merecíamos uma boa pontuação por parte do júri. Este resultado, apanhou-nos totalmente de surpresa, nenhum de nós pensaria ficar em primeiro, o participar para nós já é uma vitória , independentemente do resultado já nos sentíamos realizados pela melhoria evidente na qualidade da Banda. No entanto penso que foi o coroar de um intenso trabalho de todos, e a confirmação de que o projecto está no bom caminho.
Decidiram concorrer para ganhar ou para evoluir, ou ambas?
Sobretudo pelo desafio individual e colectivo de crescer um pouco mais, e explorar os limites de cada um.
Em que momento decidiram concorrer e quanto tempo levaram na preparação?
Desde Janeiro que estávamos a trabalhar, primeiro com trabalho técnico individual com a utilização dos professores da escola de musica, passando aos ensaios de naipe, sempre com a participação dos professores residentes, ou convidados, e numa fase posterior os ensaios passaram a ser de classes de conjunto um pouco maiores ( metais, madeiras e percussão ), posteriormente passámos aos ensaios gerais que tiveram inicio a partir de Março, tendo efectuado cerca de três ensaios de “ Tutti “ por semana, até duas semanas antes do concurso, onde passámos também a fazer ao fim-de-semana.
Quanto a reforços?
A Banda conta desde a minha entrada com a ajuda permanente dos professores em todos os serviços, claro que neste também contámos com eles, e tivemos necessidade de contratar 4 músicos, por não termos os executantes no quadro da Banda, a ser, Flautin, Clarinete-Baixo, Saxofone-Baritono e mais um Trompa para completar as vozes.
Sobre o Juri?
Este painel de “ personalidades “ pela sua qualidade evidenciada nos seus currículos, penso que individualmente ou em conjunto, atribuem a este evento uma mais valia, que faz com que este seja um dos concursos de referência nacional.
Se não houvesse prémio?..
Diria o que disse desde o inicio da ideia do concurso, o estarmos ali já foi uma vitória, podermos trabalhar e evoluir, melhorando as nossas prestações, aprendendo todos os momentos coisas novas que utilizaremos futuramente, é sem duvida uma vitória. Estar naquele palco, naquele momento, fez-nos sentir emoções que nos completam e nos amadurecem como seres e como músicos.
Considera que é importante a participação em concursos?
Recomendo ás Bandas que procurem explorar os seus limites, sejam em forma de espetaculos com grande envolvência de todos, sejam nesta forma. Isto porque antes de qualquer outro objectivo, o principal é formar todos os indivíduos dando-lhes o máximo de experiências possíveis.
Há alguém a destacar na Banda como solista, professor, etc?
O meu destaque é para o colectivo, incluindo também as nossas famílias, que são elemento fundamental para que nada nos falte, sem duvida também para os directores e colaboradores, que com o seu trabalho procuram dar-nos as melhores condições possíveis .
Há ânimo para voltar a concorrer?
Sem duvida que o voltarei a fazer, assim se reúnam consensos e condições para tal.
Quer fazer alguma recomendação à direção do concurso, ou observar algo?
Penso que o haver um espaço para aquecimento dentro do edifício do AAV, seria uma melhoria considerável, tal como encontrar parceiros institucionais ou outros que possam aliviar as despesas das Bandas, nomeadamente em relação ao pagamento da inscrição, ou á compra do repertório. Penso também que o processo teria que passar por um modelo em que a publicidade teria que ser muito mais abrangente.

O que é uma Banda Filarmónica para sí Maestro Edgar?
A Banda filarmónica, para além da minha ligação emocional, ( pois faço ainda parte da minha Banda) a ela devo grande parte do meu ser musical. Sem dúvida que todas as Bandas são escolas não só de musica, mas também de carácter, nelas reside, na sua essência, algo que nos formata como indivíduos únicos, com capacidades incomuns, pois para além do intelecto a sensibilidade de um ser filarmónico tem características sociais de grande importância para toda a comunidade. A filarmónica deve ser mantida nos seus traços conservadores socialmente, mas deve procurar sempre evoluir na sua vertente técnica em todos os aspectos, para que possa manter-se sempre a par dos padrões de qualidade dos seus elementos. Acho que para mim a Banda filarmónica é um dos conjuntos instrumentais mais bem conseguidos, onde é possível fazer grandes perfomances a par com afetos e histórias de vida.
Sobre recomendar a participação em concursos, crê que vale a pena Edgar?
Recomendo com certeza, isto porque em tudo o que fazemos na vida precisamos de objetivos, este evento é sem duvida uma forma de nos superarmos, obrigando-nos a explorar os nossos limites artísticos e cimentando o espirito de grupo num fim comum que nos promove e nos faz crescer tanto individualmente como em grupo.
Que significado tem para si este prémio?
Este prémio com certeza que tem um grande significado para mim, pois é um validar de todo um projeto que teve inicio á cinco anos. Para a Banda, bem, para a Banda foi um prémio de excelência, isto porque a dedicação, o interesse e os sacrificios são reconhecidos..
Até onde vão os seus limites maestro?
Penso que os limites são para explorar, não sei quais são os meus, espero durar o suficiente para descobrir, para já, é trabalhar e aprender o máximo.

Que tipo de trabalho desenvolve a Banda da Soc. Filarmónica Olhalvense?
A Banda da SFO, como tantas outras tem um calendário de festas para cumprir, a par com alguns encontros com congéneres e também alguns espectáculos temáticos, nomeadamente noite de fados com a Banda ou espetaculo de pop-rock .
Sobre a colaboração ou interação com autarquia, há algo a realçar?
A autarquia tem uma participação na vida da SFO muito apagada, para não dizer outra coisa.
O reconhecimento do prémio pelas entidades locais (CM. e JF.) foi vizível ou passou-lhes despercebido?
Nem da parte da J.Freguesia, nem da parte da C.M houve o devido reconhecimento por este prémio.
Sobre aquela(s) pessoa(s) que ajuda, que está sempre presente, quer destacar alguém?
Quero destacar a preserverança de todos os elementos da SFO, dos músicos aos diretores, que contra todas as dificuldades, sejam elas naturais ou forçadas, teem estado sempre prontos a superar todos os obstáculos e dificuldades.
Muito obrigado mais uma vez Maestro Edgar e muitos parabéns a todos!