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27 de Julho, 2026

Espetáculo Filarmónico-Vocal

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No auditório da Banda Nova de Fermentelos, quase repleto, na tarde do passado domingo, foi realizado mais um dos concertos que, tradicionalmente, compõem o seu calendário de eventos. No dia que lhes é consagrado, foram homenageadas as mães de todos os que dão “vida” às valências artísticas da coletividade: instrumentistas, coralistas, formadores, maestros e diretores. Este evento serviu também para comemorar o 7º aniversário da primeira atuação do grupo coral Espranjar, ocorrida em 04 de maio de 2008.

As comemorações tiveram início pelas 14h45, com uma romagem ao cemitério local, para deposição de flores em memória das mães já falecidas. Seguiu-se o concerto, organizado em três partes. A abertura coube ao grupo coral Espranjar, dirigido pela maestrina Sandra Morais, que apresentou “O Ladrão do Negro Melro”, de Fernando Lopes-Graça, “Olhos Negros”, com arranjos de Maria Roseira Dias, “Chamateia”, um arranjo de Edgar Saramago, a peça de estreia pública do Espranjar, e, finalmente, “Ide Wére Wére”, um canto tradicional da Nigéria. Seguiu-se a Banda Nova, com “Trombone Spagnolo”, de S. de Palma, tendo Jony Horta como solista, seguindo-se “La Leyenda del Beso”, de Reveriano Soutullo e Juan Vert, tendo Tiago Vitória como solista, “Una Noche en Granada”, de Emilio Cebrián Ruiz, tendo Jony Horta como solista, “Pop Hit”, uma seleção de Luís Cardoso, tendo por solistas Nuno Bonifácio e Elson Matos, e finalizando com “Cheerio March”, de Edwin Franko Goldman. Finalmente, para terminar, na terceira parte, a Banda Nova e o Espranjar, conjuntamente, executaram duas peças: “I Believe I Can Fly”, uma canção de 1996 da autoria de R. Kelly, e “Alma Llanera”, o denominado “hino não oficial” da Venezuela, da autoria de Pedro Elías Gutiérrez (música) e Rafael Bolívar Coronado (letra).

Na sua curta alocução, o presidente da Direção, Aurélio Carvalho, referiu que pretendia fazer três saudações. “A primeira saudação”, disse, “é para as mães, porque hoje é o dia que lhes é consagrado e porque são elas que, muitas das vezes, são as primeiras responsáveis e incentivadoras para a dedicação dos seus filhos e filhas à nossa associação”. E continuou dizendo: “a segunda é para a maestrina do nosso coral, Sandra Morais, que iniciou funções na nossa Associação no início de fevereiro deste ano e que teve hoje o seu primeiro espetáculo nas nossas instalações”. Finalizou a intervenção com uma saudação ao maestro Orlando Rocha e aos instrumentistas da Banda Nova, precisando a sua intenção é “agradecer-lhes a dedicação dispensada na preparação do novo ano artístico e o brio que têm tido em palco nas atuações já realizadas”.

A maestrina Sandra Morais, no decurso da atuação do grupo coral, em jeito de desafio, relembrou que os ensaios do coral são realizados semanalmente, à segunda feira, e que são bem vindos todos os que queiram integrá-lo. Numa das pausas da atuação da Banda Nova, também o maestro Orlando Rocha aproveitou para dirigir algumas palavras aos presentes, reconhecendo publicamente o enorme empenho dos instrumentistas na preparação da temporada e agradecendo particularmente às mães o apoio dispensado, manifestando a sua convicção de que a arte musical enriquece a formação dos seus filhos e filhas. Manifestou ainda a sua satisfação por ver o auditório cheio e convidou todos os presentes a acompanharem a Banda Nova nas suas múltiplas digressões, agendadas para 2015, acrescentando que a existência da Associação, no geral, e das suas valências artísticas, em particular, apenas faz sentido se houver ouvintes e quem aprecie – e apoie, acrescentou – o trabalho dos músicos.

Dos comentários ouvidos no final do espetáculo fica-nos a convicção de que, mais uma vez, o espetáculo foi do agrado do público presente. A direção, reconhecidamente, agradece os elogios e os apoios que, neste espetáculo e em outras ocasiões, nos têm sido dirigidos, na certeza de serem manifestações do apreço pelo trabalho desenvolvido e, mais importante, serem claros impulsionadores ao crescimento.

 

Fernando Cozinheiro