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Filarmonia ao Mais Alto Nível II Ciclo 3ª Edição
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Mais um festival de bandas filarmónicas, com a voz inconfundível dos instrumentos tocados por músicos que mostraram a sua arte como bálsamo diáfano que escorrega e alimenta a alma… Os espectáculos dados pelas bandas filarmónicas são um acervo documental de quem viveu, vive e sente as alegrias da música filarmónica quer como instrumentista quer como executante ou simplesmente como sagaz ouvinte….a música foi a vacina e a terapia que salvou a alma de muitos filarmónicos que a sentiram como propriedade sua, como ligação indefectível e perene… Há eventos culturais de concepção organizativa irrepreensível e que são objecto de admiração do universo filarmónico. “Filarmonia ao mais alto nível” tem sido um jardim de perfumes sonoros inebriantes, onde as flores delicadas e vivas são os próprios músicos provenientes de bandas onde têm desabrochado talentos num mundo de viagens. Esses viajantes têm sabido levar a sua arte a uma casa sempre cheia, sediada no Europarque, lugar providencial e mágico para muitos e categorizados artistas de colectividades filarmónicas. 21 de Novembro foi mais um dia assinalado por mais um grande festival numa 3ª edição – II Ciclo, que vai ficar como um acontecimento irrefutável de qualidade das bandas participantes que impuseram uma majestática maturidade de indiscutível mestria, sem excepção. Foi seguramente dos melhores festivais que passaram pelo Europarque dado o equilíbrio das bandas e dos naipes que as alimentaram e coloriam. Parece que não tem fim a melhoria sonora dos instrumentos com o seu soar que enleva a alma e a enfeitiça! E as bandas corresponderam porque estiveram num muito bom nível! Orquestra de Sopros da Academia de Arte de Chaves, Banda Musical de São Martinho de Mancelos, Banda Bingre Canelense, Banda União Musical Paramense e Capital Brass Quintet de Madrid, tiveram um desempenho impecável e implacável nos desígnios mais exigentes da arte e a comprová-lo estiveram os aplausos fartos e quentes de um público atento e conhecedor. Era quase de silêncio absoluto a respiração que se ouvia na sala enquanto as bandas tocavam…no auditório imperava a manifestação da festa dos sons que entrava como sopro de vida espalhando uma harmonia de uma paz que ali parecia morar e dormir…. Como estes festivais fazem pequenos milagres através de um sentimento de reconforto e solidariedade que se transmite em hipnose a todos num espaço que não é pertença exclusiva de ninguém, antes, um lugar de união e fraternidade! Para além do papel fundamental das bandas filarmónicas no tecido cultural e na promoção dos valores éticos e sociais, elas representam também um espaço para a solidariedade e cidadania. E, foi neste propósito que a “ Rosto Solidário” se associou a esta grande festa tornando a revista “Filarmonia ao mais alto nível” num rosto e uma porta aberta para um caminho de apoio solidário, visando atingir famílias do Concelho de Santa Maria da Feira, que necessitam da emergência de um qualquer apoio…é de aplaudir! Feliz ideia a participação da Tuna Feminina da Escola Superior de Enfermagem da Cruz Vermelha Portuguesa de Oliveira de Azeméis – K´Rica Tuna. Proporcionaram momentos de fantasia mostrando esfuziante e espontânea alegria com uma saudável, jocosa e natural irreverência. Os temas foram bem populares decorados com laivos de arte e dança…o público vibrou com este aperitivo tão sugestivo e gostoso. Espectáculo total, com a prestação da Orquestra de Sopros da Academia de Artes de Chaves que na sua excelência e exuberância teve nos clarinetes a sua expressão maior. É um luxo possuir tais músicos. E que dizer do “Capital Brass Quintet de Madrid? Um grupo onde subjaz o requinte virtuosista de quem sabe tocar na mais alta esfera de exigência… Sob a elocução de um apresentador vivo, inteligente e carismático, a apresentação dos vários intervenientes foi ganhando força e ânimo. A clarividência eloquente da sua voz foi um atributo a merecer todos os elogios… Esta 3ª edição, teve mais uma vez o cunho de um homem sublimado no amor à música e às bandas filarmónicas. Mário Cardoso é o próprio registo assertivo das subtilezas filarmónicas. Como ninguém ele ama a música e reflecte nas suas atitudes toda a problemática porque passam as bandas do nosso país. Elas são um terreno fértil que instiga à liberdade criadora dos que se lhe dedicam… Ele é o elo de união da grande família filarmónica…ele sabe como ninguém que a música filarmónica não pode ser o parente pobre de outro parente pobre: a cultura. Por, Adérito Silveira Maestro do Coral da Cidade de Vila Real aderito.silveira@hotmail.com