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Hugo Folgar, clarinetista espanhol
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A Sociedade Musical Alvarense é uma banda jovem, como muitas do nosso universo, que tem hoje como director artístico o jovem espanhol Hugo. Não é caso único - Monção também optou por um espanhol - mas o que é facto é que não existem muitos exemplos no nosso panorama. Hugo Folgar veio estudar para Portugal, sinónimo que a formação no nosso país é de qualidade e reconhecida internacionalmente e as coisas proporcionaram-se. É também significativo este intercâmbio de culturas porque denota a não existência de barreiras no universo filarmónico sendo até, claramente, enriquecedora esta abertura. Quem sabe se dentro de algum tempo se possa processar nos dois sentidos. Para já existem, que se conheça, dois maestros da nossa vizinha Espanha a dirigir em Portugal, o Hugo na Alvarense e José Vicente em Monção. No ano passado o Concurso de Valência, um dos mais importantes do mundo, com mais de 100 anos de história, convidou para Juri, pela 1ª vêz, um maestro Português - Paulo Martins. Sinónimo de que as coisas entre os dois países vizinhos vão-se "arranjando", e ainda bem. CV de Hugo Folgar Natural de Caldas de Reis (Pontevedra), iniciou os seus estudos musicais na escola municipal de música da mesma vila aos sete anos escolhendo como instrumento o piano, um ano mais tarde começara paralelamente a estudar clarinete. Com treze anos de idade ingressa no Conservatório Profissional de Música de Pontevedra no que estuda com o professor Esteban Valverde. No ano 2002 trasladasse para o Conservatório de Vigo onde finaliza o grado meio de clarinete na classe dos professores Roberto Noche, Esteban Valverde e Asterio Leiva. No ano 2004 ingressa na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo do Porto na classe do professor António Saiote, finalizando a licenciatura no ano 2008 na especialidade de clarinete. Paralelamente participou em cursos de aperfeiçoamento musical no Porto, Aguda, Mirandela, Vigo (Espanha), Oviedo (Espanha), Oliveira do Bairro, Pontevedra(Espanha),Guimarães com os professores António Saiote, Michel Arrignon, Philippe Cuper, Philippe Berrod, Nuno Pinto, Alan Damiens, Enrique Perez Piquer, Larry Combs, entre outros. Ao longo do seu percurso académico, participou em estágios e concertos com a Orq. Sinfonietta da ESMAE (Porto), Orq. de clarinetes Invicta, Orq. Sinfónica de jovenes “Ciudad de Oviedo”, Orq.Sinfónica de la “Fundación Principe de Asturias”. Participou nos festivais do Palácio de Cristal, Encontros Internacionais de Música de Guimarães, Quinta da Bonjoia, Fundação Serralves entre outros. E membro da Banda Sinfónica da Galiza, Banda Sinfónica Portuguesa e da Orquestra Invicta de Clarinetes, colabora regularmente com a Orquestra do Norte e diversos grupos de música de câmara. No âmbito da direcção de orquestra começa os seus estudos no ano 2004 com o professor António Saiote realizando cursos de direcção em diversas bandas filarmónicas, no ano 2005 começa a estudar direcção de orquestra na Escola Superior de Musica e Artes do Espectáculo do Porto no âmbito de curso livre no que permanece dois anos e no que dirige a Orquestra Sinfónica da ESMAE y a Banda da mesma escola. Foi maestro convidado nas bandas de música de Cuntis (Pontevedra), Ribadumia e Caldas de Reis (Pontevedra). No ano 2007 foi assistente do maestro António Saiote na ópera “O telefone” de Gian Carlo Menotti realizada no festival do Museu do Carro Eléctrico. Realizou também um curso de direcção de orquestra com o maestro George Hurst e Denisse Ham.