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10 de Agosto, 2026

Ideias: Quanto valem?

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Ideias... Surgem, avaliam-se, decidem-se e executam-se. Caso sejam interessantes, está claro! Este é um estágio simples. Teórico. Se a ideia é excelente vamos leva-la à prática. Começamos dia "x" Mas até serem levadas à execução por vezes as ideias são de novo filtradas, refiltradas e aquela(s) que parecia(m) um sonho são, quantas vezes rejeitadas!... Levar uma ideia à execução é muitas vezes tarefa árdua, demasiado complicada para a estirpe de muita gente e, não raro, morrem à nascença projectos maravilhosos, de interesse privado e público que, com apenas uma pequenita ajuda, um incentivo, poderiam singrar e fazer história, e servirem até de referência a outros projectos, quem sabe. Muitas vezes aquela ideia que nos parece tão clara, transparente, que tem tudo para ser decidida já por unanimidade, esbarra com uma análise turva, pessimista ou mesquinha, dos que, com argumentos carregados de negativismo, normalmente por ignorância, influenciam os mais sensíveis ou menos informados, e tendem a fazer desistir o criador, a menos que este seja deveras determinado, resista e consiga mostrar depois que tinha razão. Todavia a questão do "depois" pode também significar sobre-esforço pela ausência de apoio, trantando-se de projectos sociais, e também morrer nos primeiros passos da execução ou até a meio do percurso. Acontece... Raramente é por falta de dinheiro que não "andam" os projectos. Muitas vezes é por falta de arrojo, de perseverança dos seus autores ou da equipa que os acompanha, e muitíssimas vezes por falta de apoio moral. Com entusiasmo, com paixão, somos capazes de realizar grandes milagres, de superar qualquer adversidade. Sem estes dois factores desmoronam-se com relativa facilidade os mais elevados intuitos. No meio filarmónico encontramos diversos exemplos, quer de um lado quer do outro da questão. Um dos exemplos de sucesso, de arrojo, de criatividade, de perseverança e de visão, relativamente aos projectos que teima em levar por diante, é o caso do Dr José Eduardo Cavaco no âmbito do trabalho que tem vindo a desenvolver com vista ao ressurgimento da Banda - quase desaparecida - da Covilhã. Vejamos: Ano de 2005: - Dia 1 de Julho o Prof. José Cavaco assume a Direcção Artística da Banda Covilhanense, por convite e com o objectivo de relançar a escola de musica. A situação que encontrou era de pura sobrevivência. Apenas 7 Músicos restavam da instiuição que pretendia manter-se de pé. Na 1ª Reunião que fez com os músicos ficou a saber que não lhe restava outra solução senão arregaçar as mangas e trabalhar "forte e feio". É que 3 dos 7 "resistentes" entregaram a farda. Não resistiram mais. Cavaco e o quarteto restante teriam de se "aguentar" e fazer das tripas coração para não serem absorvidos pela onda de desánimo instalada. José Cavaco não desistiu e depressa lançou o Projecto: 2005/2006 Escola de Música - Escola de Valores e Talentos. Não faltou a promoção ao projecto, a publicidade nos orgãos de comunicação locais, as sessões de esclarecimento e a informação detalhada sobre como se inscrever e os benefícios de fazer parte de uma Banda Filarmónica. Com toda esta dinâmica os resultados do ano lectivo de 2005/2006 foram, note-se, 0 (ZERO) inscrições. Entusiasmo e paixão insuperáveis! Há que partir para nova estratégia e pedir colaboração a músicos que estudam na EPABI, na Universidade da Beira Interior e outras Bandas. Cavaco levou cabo várias iniciativas que foram o ponto de partida para um projecto cultural mais alargado para a Banda e para a Região. A sua capacidade imaginativa realizou e realiza "milagres" que só a sua perseverança e amor pela causa Filarmónica o justificam. Uma das iniciativas foi um Concerto para os mais novos, em que foi criada uma história sobre o "Estrelinha" - primo do Noddy que recebia a sua visita. Música infantil que fez as delícias dos mais novos e que de alguma forma ajudou a sensibilizar os pais para o ensino da música. Por outro lado, foram distribuidos panfletos nas Escolas e informação nos meios de comunicação regionais. No ano 2006/2007, com toda esta dinâmica, terminou com... 3 alunos. Mas desistir, NUNCA!! O grande ponto de viragem acontece quando no Verão de 2007 lança o projecto Férias Dó-Ré-Mi - e termina o ano de 2007 com cerca de 50 inscrições. Presentemente a Escola está viva, tem 15 monitores e mais de 40 crianças e jovens envolvidos no projecto. O projecto das serigrafias (novo!) "Este projecto nasce da necessidade de encontrarmos forma de angariar fundos para a aquisição de instrumentos. Assim num misto de homenagem à cidade, convidamos 4 artistas covilhanenses a retratarem espaços da cidade da Covilhã, e ao mesmo tempo sublinhados por um texto da autoria de um conceituadissimo escritor Covilhanense - Manuel da Silva Ramos. Durantes 2 meses (inicio a 15 de Maio e de quinze em quinze dias) estão a sair 1000 cópias assinadas pelos autores e vendidas em conjunto com o Jornal do Fundão. Este projecto só foi possível graças ao apoio da Câmara Municipal da Covilhã e da Parceria com o Jornal do Fundão, que faz a divulgação." O grande desafio agora é a angariação de verbas para renovar o equipamento e as infra-estruturas necessárias ao correcto exercício da actividade musical. Assim lança o porjecto: Reequipamento 2007-2010 - tentando angariar em cada ano cerca de 10.000,00€. Dia 1 de Junho 2008 - Novo Projecto - Orquestra do Lixo. Construção de instrumentos a partir de materias recicláveis. Julho, o mês da Banda Sinfónica da Covilhã. Mais um grande projecto do Dr. Cavaco Nada pára este homem!... Que exemplo melhor precisamos nós, de que tudo vale a pena quando a alma não é pequena? A alma, não a carteira!.. Quem é a figura a que nos referimos? Confira aqui o seu Curriculum Vitae