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III Encontro de Bandas no Pico, no próximo dia 30
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É comum dizer-se – e com toda a propriedade – que a cultura é um excelente barómetro do desenvolvimento de um povo. Num país periférico, estruturalmente menos competitivo (como é, ainda, o nosso) as bandas filarmónicas são, inequivocamente, um dos expoentes máximos de expressão e divulgação cultural, com raízes profundas naquilo que é verdadeiramente a essência da sociedade, o povo. Serve este intróito para acentuar o carácter de excepcionalidade dos factos que a seguir se apresentam e que deverão ser motivo de profunda reflexão. O que dizer de uma comunidade com cerca de 15.000 habitantes onde existem 13 (treze!) bandas filarmónicas? Assim sucede na açoreana ilha do Pico, fenómeno quiçá sem paralelo em qualquer outra parte do mundo. E se é bem verdade que as bandas acrescentam à vida de quem trabalha de sol a sol um escape para as agruras e canseiras e oportunidades para a partilha, a aprendizagem e o recobrar de energias, poucos lugares como este espelham de forma mais cristalina o papel fundamental das bandas para a vida das comunidades onde se inserem. No próximo dia 30 de Julho, Quarta-Feira, pelas 20h00 locais, 11 das 13 bandas da ilha participarão num evento singular que se realiza pelo 3º ano consecutivo. Trata-se do Encontro de Bandas do Pico, iniciativa cuja génese teve lugar há 3 anos, por iniciativa da nossa parceira Cardoso & Conceição, numa demonstração clara do papel fulcral que realiza no seio das bandas filarmónicas. Tal iniciativa teve logo a adesão por parte da Câmara Municipal de S. Roque (e como é extraordinário quando as autarquias – como é o caso – se dão conta da importância das bandas e o do papel que elas desempenham) e mereceu o apoio na empresa espanhola NP dando lugar a um encontro de bandas que, pela espectacularidade e sucesso das edições anteriores, ameaça tornar-se num caso sério no que respeita a eventos desta natureza. Serão 11 as bandas presentes na Edição 2008. Não serão 13 porque uma delas se encontra em digressão (fora da ilha) e outra está privada de participar porque os seus elementos são pescadores e encontra-se em alto-mar nesta altura do ano. Até mesmo na adversidade a música e o trabalho se encontram tão intimamente ligados, mais aqui (no Pico) do que em qualquer outro lugar do mundo. Tal como nas 2 edições anteriores, as bandas participantes terão oportunidade de se apresentar em concerto, patenteando a notável evolução artística que os eventos anteriores deixaram perceber. E tal como nos anos anteriores, todas, perfazendo algumas centenas de músicos, interpretarão em conjunto a marcha “A Montanha Mágica” da autoria do compositor Açoreano Antero Ávila. Será um momento apoteótico e pleno de significado, pois mais do que açoreano, Antero Ávila é natural da ilha do Pico (da freguesia de S. Roque) e verá, neste evento, ser-lhe feita justa homenagem pelo talento e brilhantismo com que compõe, que extravasam muito para além dos limites da insularidade e fará dele, dentro de muito pouco tempo, caso sério de sucesso em todo o mundo. Antero Ávila será, pois, natural protagonista, dirigindo as 11 bandas que interpretarão em conjunto a obra que escreveu especificamente para esse momento. Como sempre, a empresa Cardoso & Conceição patrocina, em colaboração com a empresa alemã Schrëiber, este evento. Nunca será demais destacar o papel da nossa parceira neste tipo de eventos, com significado mais incisivo nas ilhas e em particular na ilha do Pico. Tal como em edições anteriores, a empresa oferecerá a todas as bandas participantes um instrumento musical. Este ano, será um clarinete (Schreiber) no valor comercial de 563 €. Por impedimentos de ordem pessoal, Mário Cardoso, responsável pela empresa e principal mentor deste evento, não poderá estar presente. Delegou em Salomão Abreu a responsabilidade (e honra) de o representar, pelo que todos os pormenores do acontecimento serão acompanhados in loco e darão origem a detalhada reportagem que dentro em breve publicaremos, neste que é o espaço de todos os filarmónicos.