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09 de Agosto, 2026

Justo culminar do ClarinetFest 2009

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Justo Sanz e António Saiote, acompanhados pelas estrelas portuguesas “Invicta All Stars” (todos alunos de Saiote, directa ou indirectamente) fizeram um concerto que ficará, tal como o concerto de abertura, para a história do clarinete em Portugal. Justo, foi com justiça o convidado de honra para o concerto final. A sua apresentação, juntamente com Saiote, em Bach, foi um estrondoso êxito. Porém, as Czardas de Pedro Iturralde, executadas com brilhantismo arrepiante, fizeram vibrar o auditório que aplaudiu efusivamente o grande solista. Tranquilo e sereno, (sem soprar uma única vez a água das sapatilhas do seu clarinete), Justo Sanz desfrutou do encanto do momento, da sala, da orquestra, da atenção do público, da música de Pedro Iturralde, e transmitiu as suas emoções através do Signature, com uma sonoridade, com uma leveza de fraseado, com uma classe que deslumbrou por completo todo o mundo. Foi notoriamente um momento mágico na noite do dia 14 de Agosto 2009. “É uma grande responsabilidade tocar no concerto de encerramento de um evento tão grandioso e com um grande artista como é António Saiote, mas espero estar á altura da confiança depositada” referiu Justo em entrevista ao palaciodosmusicos.com. Justo Sanz, sem desprimor de todas as estrelas que brilharam no ClarinetFest 2009, e foram muitas, como solista, com as Czardas de Pedro Iturralde, irradiou uma luz tão emotiva na Sala Suggia que dificilmente se apagará da memória do auditório. Foi surpreendente. A maior festa do clarinete do mundo realizada em 2009 veio para Portugal e para o Porto, graças ao prestígio, dentro e fora do país, da nossa maior referência de todos os tempos no instrumento - António Saiote. Os resultados obtidos na “escola” que criou falam por si. Guy Deplus, o grande ícone mundial, diz que “é uma grande escola e tudo indica que continuará a sê-lo”. Sê-lo-à sem dúvida. Pelo menos enquanto António for apoiado e lhe permitirem desenvolver o seu trabalho com a mesma dedicação e profissionalismo com que o tem feito até agora. Os factos comprovam-no. O ClarinetFest realiza-se todos os anos sob a égide da ICA (Associação Internacional do Clarinete) mas apenas de três em três é permitido que aconteça fora da USA. Para tal é necessário haverem candidaturas convincentes sendo apesar disso a decisão final da ICA. Todos os países onde existe actividade clarinetistica querem que se realize “na sua casa” esta festa, todavia a ICA apenas confia a sua realização a quem a prestigie sobremaneira, naturalmente. Se veio para Portugal foi por reconhecerem nos portugueses capacidade para tal realização e assim aconteceu, como poderemos ler oportunamente, em reportagem final neste e noutros sites, comentários dos intervenientes e dos membros da ICA. Neste evento existe, para além dos concertos com grande nomes mundiais do clarinete – que querem participar por sua vontade – um concurso para jovens clarinetistas de nível médio, até aos 18 anos de idade, e de nível superior até aos 24. Os clarinetistas portugueses venceram já o nível superior nada mais nada menos que cinco vezes. São pentacampeões. Nesta edição (2009) venceu o nível superior um jovem Húngaro e no nível médio um Português, aluno do Prof. José Ricardo Freitas – Carlos Silva. Portugal está no ranking dos melhores, caso alguns dos nossos conterrâneos estejam menos atentos, já a alguns anos. A quem se deve este mérito? Indubitavelmente a António Saiote. Quer se queira quer não, o homem de Loures que ensina Clarinete e Direcção na ESMAE fez mais pelo prestigio artístico de Portugal, no seu âmbito, que quiçá, todas as gerações anteriores de clarinetístas. Trata-se já de um personagem emblemático do nosso país e é mais que oportuno reconhecer-lhe esta qualidade publicamente. A Orquestra Invicta All Stars, encerrou com a Guiganderie, de Faustine and Maurice Jean-Jean, com os clarinetistas distribuídos pelo palco e pelo auditório, com grande virtuosismo e energia dignos do momento mágico que Saiote proporcionou aos portugueses. É claro que tiveram de repetir a obra!.. Este evento sob o ponto de vista musical foi de tal forma bem sucedido que alguns dos craques intervenientes já manifestaram vontade de voltar a Portugal para tocar com as Bandas - outra ideia brilhantíssima do mestre Saiote. As Bandas de Espinho, de Arcos de Valdevez, de Melres, Sinfónica da Bairrada, da Branca e Banda Militar do Porto, foram extraordinárias e estiveram á altura da responsabilidade que lhes foi conferida, apesar do escasso tempo de preparação. Temos tudo para estar orgulhosos pelo feito na Casa da Musica. Parabéns a todos os envolvidos, particularmente aos grande responsáveis, António Saiote e Carlos Pires Marques, presidente da Associação Portuguesa do Clarinete, (APC), pelo grande momento que proporcionaram aos portugueses. (Galeria de fotos do ClarinetFest 2009 - ainda em actualização)