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O Presidente da Direcção do Ateneu Artístico Vilafranquense: Mário Calado
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Não é fácil, como naturalmente se pode imaginar, movimentar uma equipa e coordena-la para que o concurso se processe em ordem. Sem falhas. Da mesma forma não é fácil obter apoios, quer institucionais que humanos, para uma organização desta natureza. É preciso ser-se corajoso, gostar imenso do que se faz e dedicar ao objectivo toda a sua atenção, toda a disponibilidade em troca de....nada. Ou melhor, apenas pela satisfação de ter contribuído para o engrandecimento do meio, se tal for reconhecido.. Fizemos uma pequena entrevista ao presidente do Ateneu Vilafranquense, sobre o evento em curso, que nos referiu o seguinte: 1) Sr. Mário, este evento torna-se numa iniciativa útil à cultura filarmónica, musical, a Vila Franca, trata-se de uma realização pessoal, que significa para si este concurso? Para já é uma grande festa de música ao nível das Filarmónicas Portuguesas. E no caso deste ano, há participações muito especiais porque de facto vieram bandas de muito longe para concorrer a este concurso. Este evento é também muito importante para o Ateneu. Trata-se de uma afirmação do Ateneu no panorama musical filarmónico em Portugal, digamos que nos afirmamos como uma entidade capaz de organizar eventos desta natureza, tendo naturalmente condições para o fazer. Temos um auditório que não haverão muitos como estes em Portugal. E portanto, aí o Ateneu marcará a diferença. Acho que é algo absolutamente deslumbrante, ver a quantidade de juventude que está “ agarrada com unhas e dentes “ à música filarmónica e isso para mim é uma imensa satisfação, porque quando reparo numa banda em que 90% das pessoas são pessoas ainda muito jovens, é uma maravilha e também por aí considero isto um evento importante. 2) Portanto, considera um evento indispensável ao Ateneu? Sim. É preciso ter orgulho de levar um evento destes por diante e depois era preciso ter coragem para não o continuar. Quer queiramos quer não, por via deste acontecimento, cujo mentor é o nosso Maestro Délio Gonçalves, o Ateneu é falado. Há bandas que é a 2ª e 3ª vez que comparecem e é um bom sinal. Significa que as pessoas realmente gostam do que fazemos. É um evento que vai muita mais além do Ateneu, em Vila Franca é um fim-de-semana muito diferente dos outros. Vêem-se a circular milhares de pessoas, não são só os 1000 músicos que fazem parte do evento, mas também os seus acompanhantes, familiares e pessoas que fazem também a festa à volta deste evento. Vila Franca fica diferente e muito mais bonita. 3) Dado o grande prestigio que este Concurso tem vindo a tomar, pondera a possibilidade do evento se realizar noutro local e levar o nome do Ateneu por esse país fora? Por exemplo, no Norte de Portugal, em que é considerado o meio Bandístico mais forte do país? Seria improvável de acontecer. Este Concurso de Bandas é conhecido precisamente como Concurso de Bandas do Ateneu Vilafranquense e queremos continuar e prosseguir assim. Nada invalida que uma outra entidade não possa realizar um evento desta envergadura, desde que tenha os apoios e as condições necessárias para tal. Este tipo de iniciativas são fundamentais e bastante valorizadas no universo da música. Sabermos que servimos de influência para outras actividades, só nos deixa orgulhosos pelo contributo que deixamos no universo da Música. 4) E esta edição, está a corresponder às suas expectativas? Sim, este terceiro está a correr bem e vai continuar a correr bem, apesar de terem comparecido menos bandas que nas outras edição. Contudo, pensamos que este seja o reflexo da crise que se instalou. Provavelmente haverão bandas com algumas dificuldades em deslocar-se e em cobrir as despesas, porque eventos assim acarretam sempre alguma despesa. Apesar da pena de não haverem mais bandas, penso que há um número considerável e interessante de bandas a concurso e é evidente que fico muito satisfeito por verificar que o auditório está muito preenchido. 5) Sr. Mário, presumo que esteja então satisfeito com a forma como estão a decorrer as coisas ou numa próxima vez irá reajustar algo? Sim, claro. Há sempre pequenos ajustes que temos em consideração, mas nada preocupante. Os imprevistos são normais. No final, obviamente que nos reuniremos para verificar o que é necessário reajustar para melhorar a cada evento que passa. É sem dúvida uma grande responsabilidade assumir um evento destes e as expectativas vão subindo. As pessoas que aqui vêm e que têm vindo a participar merecem o nosso respeito e determinação em executar um bom e eficaz trabalho. 6) Que quantidade de pessoas para pôr esta “máquina” a funcionar devidamente são necessárias? São necessárias cerca de 70 a 80 pessoas e há que realçar que são colaboradores activos, pois em termos de apoios temos bastantes, quer a nível de alimentação, estadia e mesmo da exposição. Deixo aqui o meu agradecimento aos patrocinadores da exposição, pelo seu importante contributo neste concurso. Também pelo apoio e forte acompanhamento do site Bandasfilarmonicas neste concurso, desde o inicio até ao fim. Foi fundamental para nós. 7) Crê que tudo termina conforme planeado? Como será o Encerramento do Concurso? Sim, seguramente. Amanhã, o último dia, creio que o evento estará completamente lotado pelo espectáculo final. Esta será uma surpresa absoluta para muita gente, pois vamos assistir a algo diferente com um grupo absolutamente extraordinário em termos de espectáculo e que muitas pessoas não conhecem e vão ficar muito contentes por conhecer. Entrevista realizada p'la equipa Bandasfilarmonicas.com, no dia 1 de Maio