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Primeira exibição em público de Orlando Rocha à frente da Banda Nova
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Desde o século II, alguns cristãos rezavam pelos falecidos, visitando os túmulos dos mártires para rezar pelos que morreram. No século V, a Igreja dedicava um dia do ano para rezar por todos os defuntos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém se lembrava. Desde o século XI os Papas Silvestre II (1009), João XVII (1009) e Leão IX (1015) instituíram o preceito da comunidade dedicar um dia aos defuntos. No século XIII esse dia anual passou a ser comemorado em 2 de novembro, porque 1 de novembro era, como ainda é, a Festa de Todos os Santos. Cumprindo esse ritual, a comunidade de Fermentelos, mais uma vez, após a celebração da missa, deslocou-se em romagem ao cemitério para orar pelos seus entes queridos, cabendo este ano à Banda Nova a responsabilidade do acompanhamento musical.
Depois de meia dúzia de ensaios, realizados nas últimas semanas, a capacidade de mobilização de saberes, a mestria na congregação de esforços e a simplicidade na forma de estar, sem descurar em momento algum a exigência, eram apanágios reconhecidos pelos instrumentistas da Banda Nova no maestro Orlando Rocha.
No passado domingo, finalmente, pela primeira vez, na tradicional romagem ao cemitério local da comunidade fermentelense em memória dos fiéis defuntos, a Banda Nova apareceu publicamente, dirigida pela batuta do maestro Orlando Rocha. Os comentários, com origens bem diversificadas, dos meros apreciadores da filarmonia até aos mestres na arte, foram unânimes e extremamente elogiosos: a Banda Nova de Fermentelos entrou num novo ciclo – uma nova forma de estar, honrando a excelência artística a que já nos habituou.
Fernando Cozinheiro