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Resultados do II Concurso de Bandas nos Açores
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Com vista a informar correctamente os resultados - em termos da pontuação - do concurso, assim como dar a conhecer o "balanço" que a organização faz do evento, solicitamos aos consultores responsáveis os dados que abaixo transcrevemos (actualizados): No 1º Nível, houve uma desistência: - Sociedade Filarmónica Recreio União Praínhense - Ilha do Pico 1º Prémio grande vencedora: - Banda Lealdade - Ilha de São Miguel 2ºlugar ficou: - Sociedade Filarmónica "Lira Madalense" - Ilha do Pico No Segundo Nível, houve igualmente uma desistência: - Sociedade Filarmónica Artista Faialense - Ilha do Faial 1º Prémio (Segundo nível) - Sociedade Filarmónica União Faialense - Ilha do Faial; 2º Lugar - Sociedade Filarmónica Recreio dos Pastores - Ilha do Pico; 3º Lugar - Sociedade Filarmónica União Artista de São Roque - Ilha do Pico Reflexão sobre o II Concurso de Bandas Filarmonia (9/09/2011) Em género de reflexão ao que foi o II Concurso de Bandas Filarmonia, e passado tão pouco tempo sobre a realização do mesmo, podemos constatar que mais uma vez a intenção principal do concurso foi cumprida, pois com mais ou menos bandas, com ou sem polémica, ouviu-se falar nas bandas filarmónicas dos Açores. É esse o intuito final, e o que nós, organização, procuramos desde o primeiro dia, que as bandas dos Açores sejam trazidas ao patamar que merecem, que tenham o seu espaço dentro da cultura açoriana. Espaço este, maior do que aquele que geralmente é atribuído, longe das festas populares, das procissões e dos arraiais, que, e tendo plena consciência da importância desse tipo de expressão popular, não se pode revelar como única opção ao trabalho de uma banda filarmónica. O formato concurso, exige uma liberdade de espírito e sensatez que muitas vezes acaba incompreendida, principalmente por aqueles que toda uma vida, seja ela mais curta ou comprida, viveram junto da banda do seu coração, e que assim, tornam a isenção um veículo pouco utilizado. No entanto não queremos, não devemos, nem muito menos podemos criticar, pois são esses pouco isentos que transportam diariamente a certeza de que as nossas bandas nunca terminarão, e que nos dão, a nós, mesmo depois de criticados, forças para continuar a realizar, não só o programa, como outras edições deste concurso. Se a participação das bandas não foi a desejada, deve-se, em parte, à diversidade de realidades culturais das nossas ilhas, tão dispersas geograficamente (temos que compreender que os Açores vivem nove realidades distintas), e se o I Concurso de Bandas Filarmonia alterou de alguma forma a cultura filarmónica da ilha de S. Miguel, o concurso realizado no Pico trouxe também novas experiências e oportunidades, mas que por ser o primeiro a ser realizado no grupo central, tinha que ser encarado como tal. A maioria das bandas participantes não sabiam a envolvência de um evento desta ordem, as regras, os timings, o repertório mais indicado, ou mesmo o nervoso que se sente quando se sobe a um palco, não só para mostrar o trabalho que é feito durante o ano, mas para o colocar a julgamento. Assim, e não querendo utilizar um cliché, não refiro que foram todas vencedoras, apesar de o terem sido, mas prefiro intitula-las como pioneiras, aventureiras, e corajosas o suficiente para colocar o seu trabalho à disposição de terceiros. O júri, elementos de gabarito internacional, que se deslocaram aos Açores em prol da música, abdicando de compromissos pessoais e profissionais, deslocando-se gratuitamente, de modo a conferirem a dignidade e idoneidade que merecemos, não ao concurso, mas às bandas dos Açores. Elementos que lidam com os melhores e mais consagrados músicos nacionais e internacionais, elementos que dirigem bandas de renome, com provas dadas e que já actuaram nos melhores palcos, também eles julgados. Todos, quase sem excepção, já souberam o que é perder concursos de bandas, mas também já souberam o que é ganhar, talvez por isso compreendam a importância de um acontecimento deste género, onde mais do que o resultado, a preparação, o empenho e a dedicação, acabam por marcar o destino dos agrupamentos. O dia 4 de Setembro não foi o final do concurso, foi o início do próximo, o trabalho realizado pelas bandas não pode parar, se não foram vencedores este ano, poderão ser para o ano, e se o foram este ano, não se poderão relaxar, pois as outras bandas encontram-se no vosso encalço. É este o intuito do concurso Filarmonia, melhorar diariamente, com objectivos bem claros, proporcionando às nossas bandas uma vasta planície cultural, onde poderão progredir, sempre. Por fim, uma palavras aos nossos apoiantes, destacando as Câmaras Municipais do Pico, Madalena, São Roque e Lajes do Pico. Assim como todas as empresas e instituições, que dando o seu contributo tornaram possível a realização deste II Concurso de Bandas Filarmonia. Um grande abraço à empresa Cardoso & Conceição, nosso apoiante desde o primeiro dia, e que com o seu trabalho junto das bandas filarmónicas contribui decisivamente para o sucesso destas instituições, o nosso bem hajam. Os produtores de Filarmonia Marco Torre e Jorge Santos