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11 de Agosto, 2026

Um concerto especial com a Banda da GNR

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As expectativas são sempre muito altas em relação á prestação desta emblemática Banda. Pela sua história, pelo respeito e admiração que granjeou na sociedade ao longo dos tempos e para honrar a memória daqueles que dela fizeram um símbolo da música em Portugal, a Banda Sinfónica da GNR "tem o dever" de superar as expectativas. Neste concerto, de elevadíssimo grau de dificuldade, foi praticamente um milagre em 4 ensaios com maestros diferentes, conseguir o resultado atingido. Digamos que foi conseguido o máximo rendimento no mínimo de tempo. Se o máximo foi o melhor ou não só aos maestros e só a eles cabe pronunciarem-se sobre o assunto... O Concerto: "Este é um concerto especial", referiu o titular da Banda da GNR, Ten. Cor. Jacinto Montezo, antes de apresentar o maestro Paulo Martins, o primeiro que iria expor o seu trabalho de Mestre, no concerto que se seguiu. E prosseguiu, dizendo que a GNR se dispôs, desde o princípio dos contactos, para que tal fosse possível. "Para vós é um concerto para os candidatos é um exame. Não haverá encore, considerando as circunstâncias do evento" Apresentou ainda o Maestro Montezo as entidades que compunham o Júri, parabenizou os maestros Paulo Martins e Francisco Ferreira que se apresentavam neste concerto para conseguirem o grau de mestrado e chamou o primeiro para dar inicio ao concerto. O auditório do Ateneu estava sensivelmente a metade da sua lotação. Neste concerto não faltou a música portuguesa. Joly Braga Santos pela parte de Paulo Martins e Freitas Branco, com Francisco Ferreira para terminar o espectáculo. Foi excelente a ideia de terminar o concerto com a Suite Alentejana. O sabor português fez com que aqueles que fizeram mais de 300 km para assistir ao evento dessem o tempo por bem empregue. Nas obras portuguesas a Banda da GNR faz sempre figura especial. É excelente. Não só pelo facto da Banda se ter disponibilizado pela primeira vez na sua história para este tipo de evento, como pelo elevadíssimo grau de dificuldade das obras, bem como pela dimensão do programa, considerando o tempo disponível para o efeito, este concerto foi de facto especial. "Houve uma grande reciprocidade no empenho em fazer boa música. Os maestros souberam gerir muito bem o tempo que lhes foi disponibilizado, tendo em conta o extenso programa e o grau de dificuldade do mesmo" declarou ao bf.com o 1º Oboista, Francisco Luís Vieira sobre este evento. No contexto da música, felizmente a GNR abre-se cada vez mais á sociedade civil, em parcerias como foi demonstrado neste concerto, e ainda bem. Parabéns aos Mestres Paulo Martins e Francisco Ferreira, e que o titulo, por mérito conseguido, sirva para acrescentarem mais-valia ao nosso universo musical. Mário Cardoso