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Um exemplo que vem dos Açores
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Desde há muitos anos que se assumiu um certo divórcio entre as Bandas Filarmónicas e as Bandas militares. Não subsistem dúvidas quanto às semelhanças entre os 2 tipos de Banda, mas as diferenças são normalmente amplificadas e tendem a criar algumas barreiras entre bandas civis e militares. Dessas diferenças, aquela que normalmente surge “à cabeça” é o carácter “fechado”, inacessível e até austero que se atribui à instituição militar (no seu todo) e que tende a generalizar-se às bandas que a integram. Iniciativas como aquela a que agora fazemos referência podem ser o primeiro passo não apenas para desmistificar a ideia de isolamento a que as bandas militares se encontram associadas como também quebrar a separação tão pronunciada entre estas bandas e as civis. Com efeito, ao longo desta semana a Banda de Música da Zona Militar dos Açores, chefiada pelo Maestro e compositor Alferes Alexandre Coelho, em pareceria com a Academia de Música de Povoação leva a efeito um estágio de aperfeiçoamento para 12 instrumentistas de sopro e percussão desta instituição académica. O estágio decorrerá nas instalações da Banda da Região Militar dos Açores, de acordo com a estrutura que poderá ser consultada aqui, e culminará com um concerto, em data a designar, a realizar na Vila de Povoação, em que os alunos participantes integrarão a Banda. Tal concerto servirá ainda para abrilhantar a cerimónia da entrega dos certificados de formação. Eis pois um exemplo, que se aplaude, que vem das ilhas mas bem pode ser um estímulo a iniciativas similares no continente.