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Banda da Trofa está de novo sem maestro
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A 13 de Outubro de 2004 informámos, em primeira mão, que Francisco Ferreira se havia demitido da Banda da Trofa, 12 anos após a entrada pela mão do carismático António Gomes. Referimos também, em abono da verdade, que a Banda da Trofa era, até então, um exemplo de estabilidade. Terminamos a notícia com uma interrogação: Como será doravante?... A 29 de Outubro do mesmo ano anunciámos a chegada do maestro de Gil Lopes como novo rosto da Trofa. Assumiria funções exactamente no dia 13 de Novembro (mês seguinte). Nem dois anos passaram e Gil Lopes já está de partida. Demite-se a 7 de Novembro 2006. A avaliar pela carta de demissão a que tivemos acesso, - que abaixo publicamos na íntegra - e apesar de considerar que foi cumprido o dever que lhe foi confiado, Gil Lopes sente-se ostracizado” pela direcção e por alguns “amigos da onça” e bate com a porta. A amargura da ingratidão e a falta de apoio moral, entre outros detalhes.., são os factores que presidem à sua decisão. Que se passa na Banda da Trofa!?... Eis a carta de demissão do maestro da Banda da Trofa aqui publicada na íntegra: “Exmo Senhor Presidente da Direcção da Associação Musical e Cultural Banda de Música da Trofa No mês de Novembro do ano de 2004, assumi, com plena consciência da responsabilidade inerente, a direcção artística da Banda de Música da Trofa. Tratou-se de um enorme desafio, atendendo à situação de preocupante instabilidade vivida pela referida instituição, com uma grave crise directiva, a saída de 35 músicos e a imagem da Banda completamente difamada por vozes maledicentes, sem pudor, e demonstrando não ter o mínimo respeito pela instituição que serviram. Mas, sendo enorme, foi um desafio que eu venci. Consegui limpar a imagem da Banda e mais, estabilizá-la financeiramente, tendo procurado e atingido o equilíbrio necessário em quantidade e qualidade dos músicos componentes da mesma. Neste árduo processo, contei com a colaboração total, incondicional dos músicos, com a tentativa permanente de desestabilizar de alguns, poucos, auto-denominados “amigos” da Banda (com amigos destes quem precisa de ter inimigos!) e com o silêncio dos corpos directivos. Para os músicos, a sua quase totalidade (haverá 0,5% de excepção, mas, como toda a gente sabe, a excepção só serve para confirmar a regra), o meu sincero e completo agradecimento, pela forma leal, empenhada e competente como desempenharam o seu papel. Teria sido “missão impossível” vencer este desafio sem eles. Para os tais “amigos da onça”, se me permitem, um conselho: já é tempo de se calarem porque “vozes de burro não chegam ao céu”. Para os corpos directivos o meu pedido de demissão que, por este meio, formalizo. Durante este tempo de luta ao serviço da instituição Banda de Música da Trofa, do qual me orgulho de dizer que saímos vencedores - maestro e músicos – não ouvi, nem em discursos oficiais ou não oficiais, nem em qualquer conversa pública ou privada, uma única e simples palavra de apreço pelo trabalho realizado. Tenho para mim que o maior e melhor pagamento que se pode fazer a alguém que leva a cabo uma missão (e foi disso que se tratou efectivamente), é demonstrar-lhe, embora que da forma mais singela e informal que se possa imaginar, apreço, gratidão, pelo trabalho realizado. Por muito que tenha esperado por essa simples palavra, ela não saiu. O resto, a compensação financeira devida pelo último ano de trabalho também ainda não aconteceu. Mas, por esta eu espero, porque me é devida. Estou convicto de que a outra, a mais importante (a compensação moral, a gratidão, o apreço), também a merecia, mas… Sem mais, subscrevo-me com respeito Trofa, 07 de Novembro de 2006.” PS: Soubemos entretanto que a compensação financeira foi colmatada