De momento não existem eventos registados
Festa da Música – 2ª Edição
Clique na imagem para ver o tamanho original
Após o grande sucesso da 1ª edição da Festa da Música, a Banda da Covilhã em parceria com o Conde da Covilhã e a Casa Agrícola do Refúgio apresenta a 2ª edição já terça-feira, dia 10 de Junho – Dia de Portugal. A Festa da Música decorre no palacete, capela, jardins e anexos no Refúgio entre as 10:30 e as 19:00h.
No próximo dia 10 de Junho é possível participar num leque de actividades que conjugam os pilares em que assentam o projecto: a riqueza e a memória excelentemente preservados do palacete, onde é possível presenciar a história in loco; a quinta pedagógica com uma variedade de produtos hortícolas, bem como os animais típicos de uma quinta; o colóquio sobre a cultura do mirtilo, o novo ex-libris da quinta, bem como as potencialidades de transformação dos mirtilos; o projecto turístico com as casas de campo; estátuas vivas surgirão nos jardins a declamar poemas de Camões; a música e a dança, onde as várias orquestras da Banda da Covilhã, músicas de câmara, as classes de ballet clássico subirão ao palco principal debaixo das nogueiras centenárias. Haverá actividades para os mais novos e ainda serviço de restauração.
Os promotores: Banda da Covilhã, Escola de Música e Dança da Banda da Covilhã, Conde da Covilhã e Casa Agrícola do Refúgio. Com o apoio da Câmara Municipal da Covilhã.
PROGRAMA – Festa da Música – Terça-feira – Dia 10 JUNHO
10:30 – Abertura da Festa
11:00 – Recital de Sopros e Percussão – Capela de N.ª Sr.ª do Refúgio
11:45 – Concerto – Orquestra 1ºs Sons – Capela de N.ª Sr.ª do Refúgio
12:00 – Visita guiada ao Palacete com a participação no decorrer da visita de grupos de música de câmara da Banda da Covilhã e Classes de Ballet.
13:00 – Almoço – Parque das Magnólias
15:00 – Visita guiada ao Palacete com a participação no decorrer da visita de grupos de música de câmara da Banda da Covilhã e Classes de Ballet.
16:00 – Concerto – Orquestra de Sopros Juvenil “O Pautinha”
16:30 – Colóquio sobre Mirtilos
17:00 – Concerto – Banda da Covilhã – Parque das Nogueiras
HISTÓRIA BREVE do PALACETE do REFÚGIO
O Palacete do Refúgio, como é habitual neste tipo de casas, foi sendo construído por etapas. Inicialmente, deve ter sido um abrigo ou refúgio, onde os pastores pernoitavam. Talvez até um refúgio militar, uma pequena torre para avisar eventuais avanços militares. Mais tarde foi aumentada e transformada em solar.
Encontrando-se vestígios da circunstância de ter sido um refúgio quer na peça de ligação entre a casa propriamente dita e a ala dos serviços, uma pequena torre, nos alicerces visíveis do mesmo, quer no canhão de água do século XVI, ou ainda, nas actuais traseiras da casa, a existência de uma escadaria do seculo XVII.
Durante o seculo XVIII, a família terá construído uma nova casa, onde é actualmente o Continente, e que fazia parte da mesma propriedade. No fim desse século foram acrescentados dois andares ao antigo Solar do Refúgio, transformando-o num Palacete. Consta que, no ano de 1800, a família já morava outra vez no Refúgio. Esta alteração tem, muitas vezes, a ver com necessidade de uma nova habitação, por se pretender uma casa moderna ou mais na moda ou, ainda, devido a casamentos dos filhos, exigindo novas habitações.
O Comendador José Mendes da Veiga e sua a Mulher Dona Maria Cândida Tavares Veiga viveram nesta casa. Não tiveram descendentes directos sendo o seu principal herdeiro, familiar e afilhado, José Mendes Veiga Albuquerque Calheiros.
A família remonta aos finais do seculo XVI. Foi seu fundador Pero da Cunha, Escudeiro Fidalgo do Rei Dom Manuel, em 1519, e do Rei Dom João III, em 1527. Do seu casamento com Dona Brites de Mercado, nasceram 6 filhos, que se fixaram na Beira Baixa, nomeadamente na Covilhã. Estes seus descendentes, fomentaram uma política de casamentos entre si, tecendo uma apertada teia de consanguinidade.
Esta estratégia de concepção familiar assume especial importância a partir de meados do século XVIII, quando vários dos seus membros começam a ocupa cargos de governança nas respectivas regiões de origem. Vemo-los integrarem as estruturas das Milícias e das Ordenanças, bem com exercerem, entre outras, as funções de Almotacés, Vereadores, Monteiros-Mores, Presidentes da Câmara e, mais tarde, Administradores do Concelho.
Deste modo, fortaleceram os laços de parentesco através de Alianças renovadas e tendo representantes na Governança dos Concelhos onde viviam, facilmente formavam uma rede de interesse entre regiões.
O Irmão de Maria Cândida Tavares, António José Tavares Barreto, foi Conselheiro Municipal, Depositário Geral do Conselho, Vereador e Presidente da Câmara da Covilhã.
José Mendes Veiga foi um dos maiores industriais do seu tempo, amigo pessoal do Rei Dom Pedro IV e Comendador da Ordem de Cristo.
Quando da Inauguração do Caminho-de-Ferro (1906), el-Rei Dom Carlos e a Rainha Dona Amélia foram recebidos no Palacete do Refúgio. Dom Carlos tinha sido coroado a 28 de Dezembro de 1889, cerimónia que contou com a presença do seu tio Dom Pedro II Imperador do Brasil que tinha sido exilado do Brasil.
Nessa altura, vivia-se a grande crise devido ao Ultimato de 1890, estando em causa a própria Monarquia. Os ventos a favor da Implantação da República eram muito fortes. Esta responsabilizava a Coroa pelo Ultimato e pela Bancarrota em que o país se encontrava. Estalou a revolta republicana no Porto em 31 de Janeiro de 1891. Era necessário inverter esta situação.
Foi então organizada uma viagem de suas majestades, aproveitando a inauguração do caminho-de-ferro. O grande sucesso desta viagem, com grandes manifestações de popularidade, inverteu a situação política. Na organização desta viagem participou o Cândido Augusto Albuquerque Calheiros, Chefe político incontestado desta cidade, pessoa de grande prestígio. El-Rei, em sinal de agradecimento pelas consequências do sucesso da viagem, tendo em conta o contributo para o engrandecimento da Nação, em termos políticos e empresariais, concedeu, a Cândido Augusto Albuquerque Calheiros, o título de Conde.